A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 12/10/2020

O Documentário “O Dilema das Redes”, através de relatos de diversos executivos, programadores e ex-funcionários de algumas das empresas de tecnologia do mundo, como Google e Facebook, expõe o lado obscuro das redes sociais sobre o qual poucos têm conhecimento. A fim de gerar lucro, a programação das redes sociais é feita baseada na manipulação do usuário, de modo a ganhar sua atenção e consequentemente fazer desde um consumidor dependente de tal plataforma. Igualmente as diversas ferramentas influenciadoras apresentadas, a manipulação de imagens é um instrumento utilizado massivamente atualmente e que tráz sérios malefícios aos usuários, principalmete à saúde mental.

Nesse sentido, ao invés de proporcionarem experiências positivas, redes sociais como Instagram e Snapchat são capazes de influenciar negativamente as atitudes e pensamentos dos usuários. Muito utilizados atualmente, os filtros e a edição de imagens pelo Photoshop, por exemplo, apesar de permitirem os indivíduos experimentarem diferentes versões de si, através da simulação de cirurgias plásticas, branqueamentos e outras opções, permitem que as fotos das pessoas sejam retocadas de modo a criar seres humanos irreais, enquadradas nos ideais contemporâneos de beleza e perfeição. Tal fato vem perturbando os que estudam os efeitos psíquicos da vida digital, uma vez que os padrões de beleza são fortificados e, por consequência, os usuários afetados.

Perante tal mistificação e manipulação do ideal, o confronto com a realidade intensifica-se, uma vez que, juntamente com a criação de um “novo normal”, irreal, vem a não aceitação do real. Tal fato leva os indivíduos, induzidos a uma espécie de superestimação constante de suas imagens, a síndrome de decepção continuada, causando-os problemas à saúde mental, com a autoestima e frustração pelo não alcance da “perfeição”.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas à cerca do problema. De modo a proteger os usuários de conteúdos nocivos à autoestima e à saúde mental, é necessário que as empresas responsáveis pelas plataformas digitais, à exemplo do Instagram, criem politicas de banimento de filtros que impõem padrões de beleza nas redes sociais. Ademais, é importante que tais filtros sejam substituídos por outros que dismistifiquem as padronificações e preguem a diversificação, para que a aceitação do real seja não apenas facilitada, mas almejada e alcançada.