A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 12/10/2020

A imagem e o bem-estar

A sociedade contemporânea vive uma era de integração tecnológica da comunicação entre pessoas por meio das redes sociais. Essas redes sociais, como o Instagram, permitem que os usuários possam manipular suas próprias imagens com filtros e efeitos, o que não parece ser tão problemático, mas que, na realidade, pode comprometer a saúde mental de algumas pessoas.

Muitos jovens são atraídos pela ideia de construir uma imagem considerada perfeita pelos padrões de beleza atuais impostos pela sociedade, buscando estabelecer uma aparência que acaba por ser mantida apenas no meio digital, resultando na criação de uma imagem ilusória, de um indivíduo que não é compatível com seu feitio na vida real.

Essa mesma busca pela perfeição estética perpetuada por meio de filtros que, por exemplo, simulam cirurgias plásticas, afeta consideravelmente a autoestima dos indivíduos que apresentam dificuldades em aceitar sua aparência. Ferramentas como esse efeito podem atrapalhar a pessoa em seu processo de autoaceitação, incentivando-a a se reimaginar como alguém mais agradável aos padrões.

Em 2017, um estudo realizado na Grã-Bretanha pela Sociedade Real para Saúde Pública apontou o Instagram como a pior rede social para a saúde mental de jovens e adolescentes. Essa pesquisa reflete os malefícios que as redes sociais podem causar na autoestima das novas gerações, fazendo-as procurar por algo que será mantido apenas em redes sociais e que não reflete o que são na realidade, além de comprometê-los no objetivo de ter uma imagem “positiva” para expor.

Sendo assim, as redes sociais devem deixar de incentivar e perpetuar a ideia de manutenção dos padrões de beleza, investindo em meios que possam ajudar no processo de aceitação dos jovens e, dessa forma, contribuir para manter a saúde mental dos usuários. A imagem e o bem-estar não podem ser antagônicos.