A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 13/10/2020

Muitos estudos relacionam o tempo de uso da internet com questões de saúde mental. Depressão, transtornos alimentares e suicídio parecem estar ligados à vida online, notadamente ao uso de redes sociais. A busca por uma alimentação mais saudável, dicas sobre como esculpir o corpo e o desejo de ostentar uma vida perfeita são a razão pela qual usuários permanecem cada vez mais conectados e, ao mesmo tempo, o motivo pelo qual questões de saúde mental afloram. Dentre essas razões, as pessoas buscam utilizar os efeitos, que alterar as fotos, para moldar a aparência de acordo com os padrões de beleza, ditados pela sociedade, que pode ocasionar em uma baixa autoestima, depressão, bulimia e vários outros problemas de saúde, tanto mental quando física.

Nesse contexto, é possível utilizar o filme Nerve: um jogo sem regras como exemplo, a obra conta a história de Vee DeMarco, uma garota que vive uma aventura ao aceitar participar de um jogo online no qual os jogadores ganham dinheiro ao realizarem desafios perigosos, assim como o aplicativo influencia as ações e pensamentos dos personagens, as redes sociais também tem poderes sobre a população, por meio da manipulação de imagem. Por consequência, a frustração de não alcançar a perfeição aumenta o número de pessoas com a saúde mental afetada. Segundo uma pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health – instituição de saúde pública do Reino Unido -, as taxas de depressão e ansiedade entre jovens de 14 a 24 anos usuários de redes sociais aumentam 70% nos últimos 25 anos.

Ademais, a busca constante pela “imagem perfeita” acaba levando pessoas a desenvolverem transtornos alimentares, entre eles: a Anorexia Nervosa e a Bulimia Nervosa, geralmente os sinais corporais são evidentes, já pessoas com Bulimia Nervosa, podem apresentar um peso normal, sem apresentar evidências do transtorno. Um exemplo dos maiores causadores da ilusão de perfeição, são os perfis de blogueiras que ostentam corpos esculturais baseados na máxima de quere é poder e lojinhas de chás milagrosos – supostamente capazes de desinchar.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para reduzir os impactos negativos na saúde dos internautas. A mídia, em parceria com influenciadores digitais, deve promover uma campanha sobre o uso saudável das redes sociais, por mio de comercias e posts que mostrem a diferença entre as publicações e a realidade, para esclarecer que nem toda foto condiz com a vida real. Bem como utilizar avisos de alteração em fotos oficiais, como as de contas de eventos, notícias e grandes influenciadores.