A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 14/10/2020
" A mídia está imersa na cultura do narcisismo." Esta frase de Marilena Chauí, filósofa e escritora brasileira, pode ser usada para explicar a problemática acerca da manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Tal problema é fruto inegável do papel mercadológico da mídia atual, que é alicerçado na constante imposição de padrões estéticos somado a superestimação da imagem pessoal.
Desse modo, a mídia é responsável por um importante fator na manipulação da imagem nas redes sociais, uma vez que é por meio desta que grandes empresas de cosméticos e clinicas de cirurgias plásticas expõem seus produtos e serviços, incentivando comportamentos e padrões estéticos à jovens e adultos. Como consequência disso, é possível observar o aumento da procura por procedimentos e intervenções cirúrgicas por pessoas cada vez mais jovens, incentivados a se manter dentro dos padrões aceitos.
Além disso, as redes sociais podem causar malefícios à saúde mental devido a superestimação da imagem pessoal, visto que para ser bem aceita nesse meio é preciso estar semelhante à pessoas famosas e, consequentemente, dentro dos padrões. Fato esse que acaba levando os indivíduos a sentirem-se mal com suas aparências. Exemplo claro dessa situação é o grande número de filtros e aplicativos na internet para fazer correções e distorcer a imagem real.
Portanto, para atenuar os efeitos da manipulação de imagem nas redes e seus malefícios à saúde mental, é necessário que a escola atue como agente de intervenção, atuando desde os primeiros da vida escolar, com atividades e propostas que criem e fortaleçam um suporte emocional para as crianças, levando assuntos a serem abordados em debates, expondo situações e fazendo essa parcela crescer sabendo valorizar seus pontos fortes e reconhecer os pontos fracos. Fazendo assim, uma parte da sociedade crescerá com saúde emocional para suportar a pressão e cultura narcisista das redes sociais.