A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 13/10/2020

O conceito de beleza é relativo. Tal afirmação vem sido dita por inúmeros e renomados artistas em relação à suas obras, já que grande parcela dos observadores julgam seu trabalho como esquisito, feio, estranho e dentre outros. Essa referência encaixa-se no tema sobre a manipulação tecnológica atualmente.

A tecnologia ganhou espaço na vida da maior parcela de pessoas mundialmente, fazendo parte do dia-a-dia de cada um, permitindo que possa ser compartilhado diversas fotos, com o intuito de alcançar o maior número de espectadores possíveis. Mas, o intuito de publicar conteúdo na internet é mais para adquirir curtidas do que compartilhar o conteúdo propriamente dito. Certamente todos querem passar uma boa impressão aos olhos de quem observa.

Com isso, muitas pessoas alteram sua aparência nas fotos por meio de aplicativos, edições, filtros e entre outros, a fim de parecerem perfeitos, sem “erros” ou “desvios de beleza”. Assim, a mídia social acaba disseminando um padrão de beleza com essa constante ação de publicar um certo tipo de estereótipo, e acaba causando muitas das vezes distúrbios mentais no público de todas as idades, mas principalmente nos adolescentes que são os mais conectados virtualmente.

Quando o observador vê a foto, ele deduz que aquele é o perfil superior, o que deve ser seguido, porém este não está ciente que aquela foto passou por um intenso processo de edição e que aquilo não é real. Acaba então editando suas próprias fotos e publicando-as, tornando a internet um catálogo de perfis falsos. Isso além de fazer as pessoas perderem a noção do que é real, acabam decepcionando-se com o que enxergam de si mesmos.

É de suma importância que os influenciadores sejam o mais transparente possível, pois muitos os consideram modelos a serem seguidos, e a perfeição é um auge inalcançável pelo fato de todos serem humanos. É preciso disseminar o amor próprio e valorizar as diferenças.