A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 15/10/2020
De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, todo indivíduo tem direito ao bem-estar social. Todavia, hodiernamente, no Brasil, tal direito não é garantido a grande parte da população, uma vez que há recorrente manipulação de imagens, por meio do uso de filtros e de diversas ferramentas, nas redes sociais, o que é responsável por reduzir a autoestima de vários cidadãos e prejudicar, então, sua saúde mental. Sendo assim, torna-se imprescindível a promoção de medidas que modifiquem tal situação no país.
A inserção do estilo de vida norte-americano, denominado “American Way Of Life”, na cultura brasileira, o que ocorreu juntamente com a abertura econômica no governo democrático de Eurico Gaspar Dutra, foi imprescindível para o início, também, da imposição de padrões de beleza no país. Tal ideal, entretanto, caracteriza-se por ser extremamente prejudicial para a população, uma vez que estabelece como belo características físicas extremas que, na maioria das vezes, são alcançáveis apenas através de cirurgias plásticas e de aplicações de substâncias artificiais, como o “botox”, nos indivíduos. Dessa maneira, a persistência desse padrão de beleza na sociedade atual, somado ao desenvolvimento das redes sociais, proporcionou a criação de filtros e de outras ferramentas, o quais são responsáveis por modificar artificialmente, nos meios virtuais, algumas características físicas individuais, a fim de inserir as pessoas nesses parâmetros de beleza pré-estabelecidos, de forma a ocasionar, assim, a manipulação constante da imagem nas redes sociais.
Destarte, visto que as redes sociais exercem grande poder nos pensamentos e no comportamento individual e coletivo na sociedade, como demonstrado pelo documentário norte-americano “O dilema as redes”, é evidente que a manipulação da imagem ocorrida nos meios virtuais afetam a saúde mental dos cidadãos. Isso ocorre porque o uso de tais filtros e ferramentas, os quais “idealizam” a aparência individual, cria, nesses usuários, um sentimento constante de inadequação física, de modo a gerar insatisfação em relação a própria imagem, o que diminui a autoestima do indivíduo e pode, até mesmo, promover ansiedade, depressão e outros transtornos psíquicos. Assim, a manipulação de imagem nas redes sociais é responsável por violar o direito de bem-estar explícito na Carta Magna.
Portanto, posto que a manipulação da imagem nas redes sociais prejudica a saúde mental dos cidadãos, faz-se necessário que o Governo, por meio de propagandas e campanhas realizadas pela mídia, incentive a não utilização pelos usuários de filtros e efeitos que modifiquem a aparência. Tais campanhas devem ser divulgadas, sobretudo, em redes sociais como o Instagram e o Snapchat, já que elas são responsáveis por essas ferramentas. Desse modo, seria possível desenvolver maior aceitação