A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 21/10/2020

No documentário da Netflix, “O dilema das redes”, lançado em 2020 e composto por diversos idealizadores do twitter, instagram, facebook e google, é abordado de maneira impactante a forma como a esfera digital tem controle sobre a vida da população cibernética, incluindo o modo que as pessoas enxergam a si mesmas. Por conseguinte, cabe analisar a manipulação de imagens nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental, intensificados pelo aumento da criação de efeitos visuais e pela perca de consciência dos internautas em relação à realidade.

Em primeiro plano, é diariamente replicada no twitter, por milhões de usuários, a frase “pena que não há como vestir um filtro do instagram para sair na rua”. Isso acontece devido ao hábito das pessoas de esconder seus rostos por trás de efeitos que distorcem a realidade. Posteriormente essa conjuntura afeta a auto-estima do indivíduo, visto que, depois de conhecer um ideal de perfeição, os internautas tem dificuldade de aceitar a sua imagem original. Esse fato é corroborado pelo estudo de pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, que descobriram que pessoas levavam as próprias selfies filtradas como referência para procedimentos plásticos, a fim de transformar o virtual em real.

Ademais, outro dano causado por esse ilusionismo visual é uma comparação e competitividade  nada saudável para a psiquê humana. O autor contratualista ,Tomas Hobbes, afirmava que o homem é competitivo por natureza e sempre busca a vantagem. Todavia, esse cenário torna-se problemático quando os indivíduos anseiam vantagens em coisas que se quer são reais.O usuário se deixa influenciar por imagens modificadas, comparam suas diferenças e competem sobre quem tem o rosto e corpo mais perfeito. Diante do pressuposto, entende-se o motivo de redes, como o instagram, serem altamente prejudiciais à saúde mental dos jovens, causando ansiedade e depressão (BBC News).

Portanto, urge intervenções. É dever dos idealizadores das plataformas digitais se atentarem ao bem estar dos usuários, por meio proibição de filtros e efeitos que modificam a fisionomia do individuo, bem como explicitar o motivo dessa medida, a fim de que as pessoas compreendam a importância de se aceitarem como são. Outrossim, devem promover campanhas nos meios de comunicação, com o auxílio de psicólogos, que esclareçam a nocividade de cultivar competição e comparação de imagem no meio virtal, e instruir os mesmos sobre como se distanciar dessas práticas. Espera-se, com isso, libertar a população cibernética do controle e manipulação digital que é exposto no documentário da netflix.