A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 19/10/2020

Desde a Terceira Revolução Industrial e a criação da internet, as redes sociais se tornaram cada vez mais presentes na vida das pessoas e, com elas, novos comportamentos negativos foram desenvolvidos, sendo o principal deles a manipulação de imagem de usuários na busca por objetivos impostos pela sociedade. Dessa maneira, é necessário discutir sobre tais praticas nocivas e seus malefícios à saúde mental das pessoas, a fim de minimizar seus efeitos negativos.

As redes sociais foram criadas na década de 1990 nos Estados Unidos com o objetivo de conectar pessoas e compartilhar informações entre elas de modo mais pratico e rápido. Dessa forma, com o passar do tempo, tais ferramentas foram ampliadas e tornaram-se de fácil acesso à maioria da população e, por isso, muitas empresas e pessoas passaram a fazer seu uso para obter lucro, sendo parte delas ligadas à indústria de cosméticos. Com isso, na busca de impor um padrão de beleza, propagandas apelativas se tornaram cada vez mais constantes nas redes sociais. Sendo assim, as empresas junto à tecnologia dessas redes passaram a manipular a imagem de modelos, ditos como ideais, para vender ainda mais seu produto.

Dessa maneira, com a imposição de um modelo estético pela indústria da beleza, os consumidores de cosméticos e os usuários das redes sociais são constantemente bombardeados com propagandas feitas por grandes criadores de conteúdo. Isso se torna um problema quando muitas pessoas são influenciadas e consomem os produtos para se sentirem dentro do padrão e pertencente a um grupo e não alcançam o resultado esperado. Sendo assim, por saberem da existência da manipulação de imagem, as pessoas se sentem culpadas pela ineficácia do cosmético e desenvolvem transtornos mentais como depressão e ansiedade por se sentirem insuficientes e incapazes de ter a aparência aceita pela sociedade.

Portanto, é necessário minimizar os malefícios causados pela manipulação de imagens nas redes sociais. Para isso, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, criar projetos em escolas e universidades que ensinem sobre o funcionamento desse tipo de manipulação nas redes com o proposito de proteger e preservar ainda mais o jovens. Também, é papel da família instruir seus filhos e regular o uso das redes para criar um ambiente familiar ainda mais saudável.