A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 16/10/2020

A perfeição é a doença da nação, assim afirma Beyoncé em sua música entitulada de Pretty Hurts. Indubitavelmente, essa frase adequa-se aos padrões de beleza, que se tornam a cada dia mais inalcançavéis. Há todo momento somos induzidos a procurar por procedimentos estéticos, buscando à  adequação da padronização da beleza e consequente aceitação da sociedade. Inegavelmente, a reprodução desses critérios de perfeição é incentivada pelas mídias sociais, onde é possível manipular, através de filtros, traços faciais, alimentando assim, inseguranças que muitos usuários possuem acerca de seus corpos, podendo até desencadear ou ampliar problemas de saúde, tais como, anorexia.

É evidente que os padrões de uma barriga livre de gorduras e corpos curvilíneos também são incentivados pelos influenciadores digitais. Visto que, muitos desses, que já se encontram nesse padrão corporal socialmente aceito, buscam pela perfeição estética irreal hodierna, e acabam por incentivar a procura por procedimentos como a harmonização facial e lipoaspiração, por exemplo. Por outras palavras, as mídias sociais, algumas vezes, atuam como fomentadores de inseguranças pessoais, pois é perceptível que mesmo aqueles que já possuem um “corpo perfeito” ainda assim não estão satisfeitos.

Isto é, a procura de um padrão de beleza inexistente gera um ciclo vicioso, ciclo esse que pode deságuar em insatisfações e frustações, que de tal forma, para enquadrar-se à uma aparência abstrata precendentes são abertos e a saúde física é preterida. Muitos são os relatos encontrados online de pessoas que deixavam de se alimentar para emagrecer, faziam uso de laxantes ou diuréticos a fim alcaçar resultados rápidos. Além disso, essa fantasia de que um único tipo físico representa a beleza humana afeta também a saúde mental, onde indivíduos passam a ver sua imagem distorcida, ocasionando uma tendência a distúrbios alimentares, ansiedade ou depressão.

Dado o exposto, é notável que a cultura da beleza vigente nos leva a anular as nuances estéticas que nos tornam únicos, tal como descreve a frase do célebre psiquiatra e psicoterapeuta Carl Jung, todos nascemos originais e morremos cópias. Todavia, para evitar a máxima de Jung, e consequentemente diminuir os malefícos causados pela busca de uma perfeição ilusória, é preciso que programas televisivos da rede aberta, abram espaço para a discussão da imposição de padrões de beleza e convidem personalidades que buscam incentivar a aceitação das individualidades corporais, tal como Alexandra Gurgel, criadora da hashtag corpo livre e do canal no Youtube denominado Alexandrismos. Ademais, esse debate deve também ser levado às escolas, por pedagogas e psicólogas, para assim fazer emergir e tornar visível os inúmeraveis padrões de beleza existentes.