A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 17/10/2020

Com o advento da internet tornou-se possível o desenvolvimento de redes sociais, as quais no princípio eram apenas para socializar os usuários na rede. Entretanto, muitos internautas nessas fazem a manipulação de suas imagens por meio de programas, o que pode gerar problemas de saúde mental nesses, uma vez que dificultam a aceitação do corpo, além de também induzir os indivíduos ao consumo de produtos de beleza. Logo, faz-se necessário o debate acerca da saúde mental e manipulação das imagens nas redes sociais.

Em primeiro lugar, muitas redes sociais, como o Instagram, permitem aos usuários fazer o uso de programas para a manipulação da imagem, por meio de filtros de embelezamento. Entretanto, esses podem desencadear problemas mentais nos indivíduos, posto que promovem neles a não aceitação do corpo físico, o que segundo a psicologia é um gerador de doenças mentais. Por conseguinte, os utilizadores dos filtros podem desencadear bulimia e anorexia, dado que são doenças atreladas à dificuldade de aceitação do corpo.

Por outro lado, desde a consolidação da humanidade existem estereótipos de beleza, como ser magro na atualidade. Nessa perspectiva, os programas de embelezamento nas redes sociais oferecem esses padrões para os usuários, pois por meio deles é possível alterar a aparência. Consequentemente, os usuários desses filtros tendem a possuir problemas mentais de aceitação do corpo, visto que o virtual e o real não são semelhantes, o que pode levá-los ao consumo de produtos de beleza e dietas, os quais podem ser encontrados em anúncios nas redes sociais, logo isso evidência que o indivíduo manipula a imagem e à rede social manipula o indivíduo.

Portanto, a fim de garantir que a manipulação da imagem nas redes sociais pelos usuários brasileiros não influencie em suas saúdes mentais, deve o poder legislativo do Brasil sancionar uma lei que não permita filtros nocivos aos indivíduos, dado que assim esses aceitarão seus corpos, porque não terão suas imagens fragmentadas entre o virtual e o real. Além disso, o Ministério da Saúde deve financiar publicidades e campanhas, nas quais conscientize à população brasileira que não existem padrões de beleza. Certamente, com tais providências à saúde mental dos brasileiros será menos afetada pelas redes sociais.