A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 18/10/2020
A importância da autoaceitação nas redes sociais
Na série “Black Mirror”, o episódio “Queda Livre” retrata a história de uma mulher que busca desesperadamente agradar a todos para ser bem avaliada nas redes sociais, pois no mundo dela a avaliação de outras pessoas influencia melhores oportunidades de emprego e um status que proporcionaria uma vida perfeita. Bem como, nos dias de hoje a busca por uma aparência ideal através das mídias sociais pode acarretar graves problemas de saúde.
Ademais, a busca incansável pela aparência perfeita diante dos smartphones tem ocupado o tempo de muitas pessoas no século XXI, que através de filtros do Instagram modificam corpos e rostos a fim de deixá-los cada vez mais agradáveis e atraentes, o que acaba influenciando jovens e adultos a recorrerem a intervenções estéticas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos 10 anos houve um aumento de 141% no número de procedimentos entre jovens de 13 á 18 anos. Tal índice, denota a insatisfação com a aparência e o desejo dos jovens de se sentirem aceitos nas redes sociais.
Além disso, segundo um estudo realizado na FGV ( Fundação Getúlio Vargas), para 41% dos jovens brasileiros as redes sociais causam sintomas de ansiedade e depressão. O que indica o risco de se autoprojetar através de outras pessoas podendo desencadear um sentimento de inferioridade, já que pessoas populares nas mídias sociais ostentam aparências de um padrão de beleza considerado ideal.
Portanto, o Ministério da Saúde, em parceria com a Mídia, deve alertar a população, através de propagandas, sobre a importância do uso consciente e moderado das redes sociais para manter a saúde mental de jovens e adultos, bem como, promover campanhas que incentivem a autoaceitação e a diversidade de características físicas. Desse modo, o padrão de beleza será a aparência de cada indivíduo e não uma regra da sociedade. Como também, o índice de jovens depressivos e ansiosos reduziria, não sendo necessária a utilização de filtros para se enquadrar na sociedade.