A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 18/10/2020

A Revolução Técnico-Científica e Informacional, iniciada no século XXI, possibilitou que o aparato de uso tecnológico das redes sociais se tornasse uma ferramenta popular nas sociedades, possibilitando a criação de uma imensa rede de conexões simultâneas para o acesso da internet e das redes. Dessa forma, essa ferramenta tornou-se algo insubstituível em todas as comunidades, o que, apesar de possuir pontos positivos no uso, acarreta inúmeros malefícios para os indivíduos que possui suas imagens manipuladas nessas redes. Nesse sentido, é irrefutável que essa problemática pode corroborar diversos danos ao usuário, principalmente psicológicos, e isso deve ser extirpado, a fim de uma saúde mental mais complexa.

É importante salientar que a educação tecnológica mostra-se escassa quando esse tipo de imbróglio é posto em pauta para a discussão social, haja visto que quando o corpo social é questionado a respeito dessa temática, as respostas são ínfimas, pois, para a utilização das redes, não é necessário nenhum tipo de conhecimento aprofundado, e somente a aceitação dos termos já é o suficiente para a liberação do acesso pelas empresas de redes sociais. Com isso, os indivíduos adentram no aparato tecnológico sem nenhum preparo, o que os torna suscetíveis a diversos tipos de manipulação, sem que eles saibam, como, por exemplo, a auto comparação com os demais usuários. Através dessa análise, pode-se apresentar a ideia do sociólogo Pierre Lévy de que a Cibercultura coloca o ser humano diante de diversas possibilidades e cabe a eles filtrar quais são as melhores, o que, nessa temática, demonstra que o acesso às redes sociais pode não ser uma boa opção, quando utilizadas de modo incorreto.

Consequentemente, a utilização do aparato tecnológico nas redes pode acarretar diversos entraves aos usuários se o uso não for acompanhado de um conhecimento amplo sobre os malefícios que o acesso equivocado pode trazer. Dessa maneira, é inquestionável que o corpo social se apossa das redes não só como instrumento de lazer, mas também como um grande mercado de ideias, de marcas e de uma postiça representação de vida perfeita. Isso gera muitos conflitos internos em quem consome esse conteúdo, pois, quando há uma comparação, percebe-se que nada é bom se não for igual ao  modo que os indivíduos vendem nas redes. Essa realidade é explicada no documentário “O Dilema das Redes”, na qual demonstra que se as redes não forem usadas de forma sadia, a saúde mental do usuário ficará deturpada.

Posto isso, urge que o Ministério da Educação faça projetos de incentivo a educação tecnológica nas escolas. Eles serão concretizados por meio de palestras- com sociólogos explicando os malefícios do mal uso das redes- para que o corpo discente entenda a importância do tema e aprenda o uso correto.