A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 18/10/2020

Com o advento da internet e o surgimento das redes sociais, foi dada uma oportunidade as pessoas de compartilharem suas conquistas e até seus problemas com amigos e família. Porém, também surgiu a oportunidade de criar uma vida perfeita através da omissão de problemas e da manipulação de fotos, o que indiretamente acaba por criar uma pressão nas pessoas. Essa manipulação da realidade das pessoas deve ser contida.

As redes sociais não surgiram com a intenção de causar o mal nas pessoas, pelo contrário, elas foram criadas com o objetivo de deixar com que as pessoas se expressem e mostrem suas conquistas na vida, como viagens, passeios, relacionamentos, entre outros. Porém, com o sistemas de “Likes” e a possibilidade de monetização de conteúdo, os perfis das redes deixaram de ser algo para amigos e família e passou a ser algo profissional, onde através da manipulação das imagens, fotos falsas de vidas perfeitas passaram a infectar os “feeds” das redes, gerando um grande impacto na sociedade, em especial nos adolescentes.

Com a exposição de menores a essas imagens manipuladas, a ideia de uma vida perfeita e de um corpo ideal passou a fazer parte dos objetivos de vida delas. Porém, quando elas falham em obter o sucesso das fotos dos perfis falsos e manipulados, muitos acabam por entrar em um estado de depressão, que já levou muitos a tentativa e até a realização de suicídios. De acordo com o documentário “O Dilema Das Redes”, da Netflix, a taxa de adolescentes depressivos e/ou que tentaram cometer suicídio aumentaram em cerca de duzentos por cento no período entre 2011 e 2013, pico das redes sociais.

Portanto, a manipulação de imagens nas redes sociais é um problema sério que afeta profundamente o psicológico de crianças e adolescentes. O governo deve criar leis que obrigam uma manutenção mais feroz por parte das empresas responsáveis pelas redes, além de oferecer ajuda aqueles que sofrem com depressão, através de encontros com psicólogos.