A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 19/10/2020

As redes sociais foram criadas com o propósito de unir pessoas e grupos, espalhar positividade, aproximar relacionamentos distantes geograficamente e ampliar relações sociais. Porém, muitas comunidades e empresas encontraram uma maneira de utilizar as redes sociais para lucrar pela venda de produtos concretizados nos padrões ideais de beleza criados pela manipulação de imagens. Dessa maneira, muitas pessoas buscam atingir os ideais de beleza impostos pela sociedade, o que pode afetar extremamente a saúde mental e física dessas pessoas, o que deve ser alterado.

Partindo de tal pressuposto, é importante observar como as pessoas tornaram-se dependentes de suas imagens em redes sociais. Nesse sentido, usuários começaram a utilizar ferramentas como o Adobe Photoshop para manipularem suas imagens, buscando “concertar erros e defeitos” em si mesmos, além de tentarem expandir essa imagem distorcida para a realidade, tentando adquirir formatos e tamanhos anatômicos naturalmente impossíveis e prejudiciais a saúde.

Além disso, a pressão sobre os usuários e suas imagens, e a expansão dos inalcançáveis padrões impostos para além das redes sociais, não apenas interfere nessas pessoas em particular, mas também na sociedade como um todo. Dessa forma, grupos e comunidades são criados totalmente baseados em ideais de beleza, forçando outras pessoas, principalmente crianças e adolescentes que estão desenvolvendo suas relações sociais, a desenvolverem potenciais transtornos alimentares, depressão, estresse e insegurança, para evitarem a exclusão social desses grupos, processo retratado no documentário “O Dilema das Redes”.

Portanto, nota-se que os malefícios à saúde mental originados pela pressão dos ideais de beleza inicia-se nas redes sociais. Assim, é importante que escolas em parceria com responsáveis iniciem uma campanha educacional nas escolas, visando evitar a manipulação de imagens nas redes sociais e incentivarem a filosofia do amor de si e da auto-aceitação, para criar uma geração menos alienada pelas redes sociais, mas também mais calma, segura e saudável.