A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 19/10/2020

Nome: Maria  Fernanda de Oliveira Furlani                                                tempo: 21:00h-22:20h

O filme “O Dilema das Redes”, dirigido por Jeff Orlowski, analisa, dentre diversas abordagens, o papel das redes sociais e os danos que essas causam à sociedade. Fora da ficção, temáticas como essa têm se tornado cada vez mais recorrentes, visto as redes sociais possuírem grandes influências sobre os indivíduos. Dentre essas diversas interferências, pode-se citar a manipulação de imagem, situação que tem sido alvo de grandes preocupações, visto causar aos usuários uma superestimação de sua imagem. Logo, entendendo que essas manipulações levam as pessoas a uma constante insatisfação com a aparência, podendo desencadear problemas relacionados a saúde mental , torna-se necessário à tomada de medidas a fim de conter esses malefícios desenvolvidos pela mídia.

Atualmente, aplicativos de comunicação em massa, como o “Instagram” e o “Snapchat”, têm utilizado de artifícios para aumentarem seus públicos. Dentre esses, pode-se citar os filtros, os quais permitem os indivíduos adaptarem suas aparências a diversos moldes, “corrigindo” suas imperfeições físicas a partir dos padrões estéticos constituídos socialmente. Ferramentas como esta, levam os usuários associarem sua beleza à imagem obtida e, essa situação os conduz a uma incessante busca por mudanças, decorrentes da insatisfação com suas aparências, submetendo-os, portanto,  a uma série de cirurgias plásticas e outros rígidos procedimentos estéticos. Um caso que comprova isso é o estudo divulgado pela Academia Americana de Cirurgiões Plásticos, em que 55% das rinoplastias feitas em 2017, tinha por finalidade, apenas uma melhor aparência nas “selfies”.

A partir dos fatos mencionados, entende-se que os recursos utilizados nas redes sociais não se restringem a diversão, uma vez que transformam a maneira como as pessoas se auto enxergam, tornando o ato de postar foto sem filtro, um sinônimo de coragem. Essa não aceitação da própria imagem, leva os indivíduos a frustrações, que podem culminar em malefícios a saúde mental. Um exemplo disso é o desenvolvimento da dismorfia corporal, doença de insatisfação com o próprio corpo, que, segundo a Organização Mundial de Saúde(OMS), atinge 2% da população mundial e com o advento das redes sociais tem tendência a crescer.

Logo, por meio das informações citadas, é notório que a manipulação de imagens nas redes sociais geram graves consequências a saúde mental dos indivíduos. Com isso, como forma de reverter tal situação, cabe aos aplicativos de comunicação em massa, como o Instagram, incentivar movimentos que exalte a beleza individual, através de campanhas que promovam a postagem de fotos sem filtros, com  o intuito de normalizar as diferenças e desconstruir o ideário de beleza proposto pela sociedade.