A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 18/10/2020

De acordo com Hannah Arendt, “A pluralidade é a lei da Terra”. Entretanto, a importância da diversidade entre os indivíduos é amplamente dispersada na contemporaneidade, principalmente pela problematização do uso de filtros em redes sociais, como snapchat ou instagram, os quais trazem a retirada dessa pluralidade, e fornece inúmeras consequências à saúde dos indivíduos. Dessa forma, em razão do silenciamento do assunto e de má influencia das redes, emerge um problema que precisa ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que o silenciamento é uma causa latente no problema. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Diante disso, verifica-se uma lacuna em torno do debate sobre como a manipulação das imagens vem fornecendo malefícios á saúde, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, e torna sua resolução mais dificultada.

Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é má influencia das redes. Conforme Ervin Goffman o conceito de “mortificação do eu” afirma que, por influência de fatores coercitivos, o cidadão perde seu pensamento individual e junta-se a massa coletiva, sob essa lógica, há um problema vinculado a forças coercitivas, como as redes sociais, as quais criam uma perspectiva padronizada de imagens, que superestimam as imagens reais e causam diversos problemas psicológicos nos usuários.

Portanto uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que as mídias digitais e redes sociais em parceria com a sociedade promovam espaços de debate sobre o assunto, a fim de problematizar os usos dos filtros e outros meios de manipulação das imagens. Além disso, eventos, como campanhas ou rodas de conversa, contando com a presença de psicólogos e de especialista em redes sociais, devem ser abertos à comunidade, a fim que mais pessoas compreendam sobre a importância da interação de imagens reais nas redes e se tornem cidadãos atuantes contra a manipulação das imagens e seus riscos a saúde. A partir dessas ações poderá se garantir uma preservação da saúde mental dos usuários e maior pluralidade das redes, um importante princípio para a sociedade, como Hannah Arendt destacou.