A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 18/10/2020
Não é incomum ver em redes sociais, como Instagram, “filtros faciais” que permitem modificar a aparência do usuário, muitas vezes com efeitos cômicos. Porém, esses filtros e outros instrumentos de manipulação de imagem podem ressaltar as inseguranças das pessoas, por promoverem uma aparência “ideal” do indivíduo, podendo levar a distúrbios psicológicos. Sendo assim, são necessárias medidas que busquem amenizar os malefícios psicológicos da modificação de imagem.
Primeiramente, aplicativos como o Photoshop tornaram-se populares na indústria da moda, por permitirem a retirada de imperfeições nos modelos. Desse modo, a mesma tecnologia transportou-se para as redes sociais, o que proporcionou a muitos a manipulação da sua própria imagem, de modo a criar expectativas irreais sobre o corpo. Além disso, o sistema de “curtidas” da internet criou um maior incentivo para a auto-modificação, já que há a busca por popularidade por meio da “falsa beleza”.
Dessa maneira, a modificação de imagem nas redes sociais contribui para a geração de problemas psicológicos, entre os mais notórios estão os distúrbios alimentares. Por causa de aplicativos como os de “filtros faciais", a falsificação do peso é extremamente comum, principalmente entre jovens do sexo feminino, o que gera uma idealização exagerada de corpos magros, considerados melhores. Por tais motivos, doenças como a bulimia e a anorexia são frequentes, além de baixa auto-estima e depressão.
Assim, é preciso que o Ministério da Justiça busque, por meio da proibição de “filtros faciais” e de instrumentos de modificação de imagens que provoquem danos psicológicos, a diminuição de distúrbios, especialmente os alimentares, gerados pelas redes sociais. Desse modo, a população em geral será mais saudável mentalmente, contribuindo para o desenvolvimento da nação.