A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 19/10/2020
No mundo em que vivemos, é cada vez mais habitual o uso de redes sociais e aplicativos, principalmente o instagram, em que as pessoas expõem fotos e vídeos pessoais, e grande parte das vezes utilizando filtros, ou efeitos, que tonalizam a pele, afinam o rosto, acrescentam maquiagens, entre outros aspectos estéticos possíveis de modificar e acrescentar o visual para os seguidores.
Portanto, essa é uma forma de alimentar o tão questionado padrão de beleza imposto para, principalmente, a mulher. Impactando cada vez mais jovens a seguirem e se espelharem em imagens completamente manipuladas e irreais.
Visualizando sempre essa perfeição captada pelas telas de smartphones, o amor próprio à corpos reais, com espinhas, celulites, manchas, linhas de expressão está cada vez mais escassa, possibilitando averiguar adolescentes tendo como objetivo, cirurgias plásticas severas e invasivas, depositando assim uma tentativa de obter auto estima.
Diversas vezes, a situação retratada, leva indivíduos tão novos a doenças como depressão, ansiedade e distúrbios alimentares. A maneira como que é ensinado, em casa e nas escolas, de que magreza é sinônimo de saúde, que garotas devem ser bonitas para serem respeitadas e amadas, a mídia sendo o veículo que mais sustenta essa objetificação ao corpo da mulher, reforçando um padrão estético inalcançável.
A solução por fim não deve ser a retirada de efeitos de aplicativos, e sim a reeducação e a normalização sobre corpos reais, se a mídia, as marcas de roupas e acessórios, passarem a utilizar modelos e influenciadores visando na diversidade, em que homens e mulheres, com suas diferenças, possam sentir identificação, consequentemente a auto aceitação seria cada vez mais comum.