A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 19/10/2020
Com os adventos do mundo moderno, o uso da internet e de redes sociais se tornou cada vez mais comum e difuso,pela facilidade e rapidez. Entretanto,nesse meio digital onde se pode compartilhar interesses e momentos, há ocorrência de uso inadequado, quando é tido para meios de estereotipação e comparativo de realidade. Logo, tem-se tal recurso tecnológico como propulsor de problema psico-emocionais.
Em primeira instância, cabe apontar a visão capitalista na qual se insere a sociedade como uma possível causa da problemática. Isso se justifica a partir do pensamento de Karl Marx,que afirma o estágio alienado que o corpo social passa, visando primeiramente o lucro. Nesse contexto, tem-se a mídia e grandes empresas como detentora do lucro obtido na venda de “padrões corporais”, criados pelos próprios e mantidos por intermédio do consumo de seus produtos. Assim, tal prática se torna extremamente prejudicial ao bem-estar da população, uma vez que o “corpo perfeito” propagado pelas mídias sociais de rede móvel, não é alcançado, causando diversos malefícios à saúde humana. Ademais, a efemeridade das relações sociais agrava mais ainda essa questão. Tal conceito, é explicado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman em seu estudo sobre a Modernidade Líquida. Segundo ele, a sociedade passa por ciclos doentios,marcado pelas relações superficiais,no qual a aparência é bem mais valorizada do que valores humanos. Desse modo, o uso de ferramentas que distorcem a realidade e sobrepondo a ‘beleza’, como por exemplo, os conhecidos efeitos do instagram,é tido como forma de aceitação social e inserção em determinado grupo social.
Portanto, diante o foi exposto, deve-se pensar em soluções para que essa realidade se converta. É mister a ação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), na fomentação de instruções obrigatórias para empresas na criação de propagandas menos apelativas ao estereótipo, desse modo, visando o regresso de publicidades com o intuito de vender seus produtos através da transmissão de valores e, não, denegrindo a autoimagem de seus consumidores. E, assim, consequentemente, haveria menos problemas psicoemocionais difusos dentre a coletividade, já que a óptica capitalista seria, em parte, substituída por conceitos empáticos.