A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 21/10/2020

Com o surgimento das redes sociais, uma série de benefícios foram alcançados, como a facilidade de comunicação. Entretanto, muito se discute os malefícios causados pela manipulação de imagem presente nessas plataformas à saúde mental dos usuários. Nesse sentido, observa-se que a principal problemática é o favorecimento de problemas psicológicos de autoestima que são causados por ferramentas das plataformas que produzem um padrão de beleza inalcançável e da cultura de busca pela perfeição presentes nas redes sociais.

Em primeiro lugar, é válido salientar o papel de ferramentas, como por exemplo os filtros, na construção de um padrão de beleza irreal e inalcançável. Isso acontece pois esses filtros, que surgiram em 2017 no Snapchat e no Instagram, são alinhados na imagem num modelo matemático simétrico que esconde rugas, olheiras, afina o rosto. Segundo dados da Academia americana de cirurgia facial plástica, 55% dos cirurgiões relataram que pacientes solicitam procedimentos para melhorar sua aparência em selfies. A partir da análise desses dados, é possível compreender que o uso dessa ferramenta causa nas pessoas uma visão distorcida de si mesmas, gerando frustração, baixa autoestima e a necessidade de se modificarem para alcançarem a aparência das fotos.

Ademais, é preciso destacar a influência da cultura de busca pela perfeição na autoestima dos usuários das redes sociais. hodiernamente, a possibilidade de expor e de opinar sobre uma informação rapidamente também favorece nas pessoas sentimentos de comparação e necessidade de perfeição. De acordo com o filósofo grego Aristóteles: “O homem é um animal político”, ou seja, necessita viver e estar incluído em uma sociedade. Desse modo, analisa-se que ver constantemente imagens alteradas e editadas de outras pessoas também favorece o desenvolvimento de problemas de autoestima, uma vez que essa pessoa sente-se excluída ou diminuída diante daquele padrão social que se estabelece.

Tendo em vista os fatos mencionados, evidencia-se a necessidade de combater a problemática supracitada. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas voltadas para os problemas de autoestima causados por redes sociais, mediante eventos online de palestras com psicólogos e sociólogos, utilizando redes sociais como o Youtube  e o Instagram, com o objetivo de esclarecer as pessoas que as utilizam. Além disso, cabe as empresas de redes sociais em parceria com influenciadoras digitais incentivar conteúdos que abordem a temática de forma crítica, por meio do favorecimento do alcance dessas publicações, afim de conscientizar a população e, consequentemente, combater a cultura de busca pela perfeição.