A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 20/10/2020
Durante a Antiguidade, os jovens deveriam ter corpos fortes. Já no Renascimento há destaque para ancas largas e seios generosos. Em 1990 modelos famosas ditaram os padrões: altas, magras, com curvas na medida certa e grandes seios, inclusive obtidos por cirurgias plásticas. Com o avanço da tecnologia, a situação problemática da manipulação de imagem buscando aceitação e elogios se intensificou, aliado principalmente ao avanço das redes sociais e filtros e contando com o auxílio de intervenções estéticas, que se popularizou entre os famosos e influenciadores, que podem drenar, aumentar, mudar etnia, cor de pele ou até mesmo a cor dos olhos e causando insegurança com o próprio corpo e malefícios a saúde mental, principalmente em pessoas mais jovens.
No documentário “O dilema das redes” é mostrado o dia a dia ficcional de Isla, uma adolescente comum, viciada no aplicativo Instagram e acaba tentando mudar a própria aparência por meio de filtros buscando maior aceitação, curtidas e comentários em suas postagens, mostrando que por si só as redes sociais tem um impacto negativo na sociedade, principalmente entre os mais jovens. Porém, a presença de modelos e influenciadores acentua o malefício. Recentemente, a personalidade da mídia norte-americana Kylie Jenner, que já apresenta rinoploastia, preenchimento labial e prótese de silicone nos seios e glúteos, foi acusada de usar photoshop em suas fotos das midias sociais, o que influencia seu publico, especialmente os jovens como Isla, a buscarem padrões inalcançáveis, consequentemente causando problemas como baixa autoestima e problemas alimentares, segundo a Universidade Federal de Minas Gerais.
Em 2018, médicos americanos relataram para o website techtudo que há um aumento de pacientes que estão se baseando em selfies com filtros do Snapchat e Instagram para realizar pedidos de cirurgias plásticas, principalmente entre os mais jovens, quando antes apresentavam fotos de celebridades que gostavam para basear a intervenção médica. O caso, conhecido como “dismorfia do Snapchat” acentua transtornos corporais, pois é aceitável não se parecer com uma celebridade, mas é extremamente difícil não se parecer com a “versão melhorada” de si mesmo por filtros.
Em vista do exposto a manipulação de imagens nas redes sociais causa malefícios à saúde mental, principalmente entre o público mais jovem que recorre às cirurgias plásticas cada vez mais novos. Por isso, é imperativo que o Ministério da Educação, com o auxílio de psicólogos, psiquiatras, pedagogos e médicos crie vídeos e palestras alertando sobre os malefícios das redes sociais e da distorção de imagem, criando a longo prazo a diminuição de transtornos corporais e ajudando a população mais jovem a permanecer saudável.