A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 20/10/2020

Nos olhos de quem vê

Belo: harmônico, que agrada os sentidos de quem vê. A expressão do que é belo é dada como definição de beleza e de forma curiosa implica um sentido subjetivo, somente quem vê pode decidir se é de seu agrado ou não aquilo que recebeu. Mas será que de alguma forma a mídia tem ditado o que deve agradar ou não?

Filtros e programas de edição de foto são majoritariamente usados por pessoas que desejam melhorar suas fotos em algum aspecto, seja tornando-as mais belas ou tentando encaixa-las num certo padrão, o tão famoso, buscado e porém odiado por muitos de forma certeira “padrão de beleza”.

Esse padrão que por muito tempo foi imposto pela mídia através de revistas, blogs e propagandas de produtos de beleza expondo uma beleza irreal, virtual e até mesmo que só pode ser alcançada por meio de procedimentos estéticos tem prejudicado fatalmente a saúde mental daqueles que não se encaixam, os chamados “feios”.

Mas quem tem o poder de decidir o que é bonito e o que é feio? Quem tem a autoridade para estipular algo como o único aceitável? Entre nós meros mortais, ninguém deveria ter. Corpos, rostos, diferentes cores e tamanhos, diferentes tipos de cabelos, olhos e narizes cada um com sua singularidade. Cada ser humano tem sua beleza diferente, algo em cada um de nós pode agradar ou desagradar pessoas ao nosso redor.

Diante dos fatos podemos assumir que é tempo de rejeitar completamente qualquer imposição dada pela mídia acerca do que é ou não correto postar na internet no quesito beleza. Cabe às famílias ensinarem suas crianças que devem se aceitar como são e não buscar mudar para agradar qualquer fator externo, cabe à mídia parar imediatamente de propagar um tipo de beleza como padrão visto que existem variadas formas de beleza e cabe a nós trabalhar a nossa mente para ignorar comentários negativos e buscar aceitar belezas diferentes do padrão até que não existe mais um padrão.