A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 20/10/2020
A “beleza” caracteriza-se como um despertador do êxtase, da admiração ou do prazer através dos sentidos. Atualmente, no entanto, a beleza passou a significar o que for imposto pelas redes sociais, por meio da distorção de imagens publicadas. Com isso, cada vez mais, usuários jovens adoecem mentalmente devido a intensa preocupação em encaixar-se no padrão descrito digitalmente. Assim, são prementes maiores discussões acerca de um modo de não deixar com que o paradigma da imagem física determinada influencie negativamente na saúde mental da população.
Nesse sentido, parafraseando o psicanalista Antonio Quinet, a sociedade contemporânea é denominada pelo olhar. De modo semelhante, na hodiernidade, funcionam as redes sociais: as pessoas são definidas pelas suas imagens, por meio de selfies e vídeos. Como consequência, surge uma intensa preocupação acerca do visual e se está apto - ou não - para ser compartilhado. Além disso, ainda existem os filtros virtuais, capazes de modificar uma publicação ao ponto distorcer traços faciais ou iluminações. Dessa forma, nota-se uma expressiva inquietação frente às aparências do exterior humano, e a necessidade da promoção de formas que possam combatê-la.
Nessa perspectiva, Élie Durkheim define “Fato Social” como o poder de coerção da sociedade sobre as ações individuais. Diante disso, de acordo com uma pesquisa feita pela BBC, as redes sociais surgiram como agravador de doenças mentais, como a ansiedade e depressão, o que deve-se a constante comparação entre os usuários pelo que é mostrado digitalmente. Além disso, é de senso comum que as redes sociais exercem uma forte influência nas relações humanas, o que pode ter como consequência a perda de vínculos. Então, observam-se os diversos malefícios que, no aspecto sociodigital, interferem no cotidiano da população.
Depreende-se, portanto, que doenças mentais, em jovens usuários, se intensificam devido a preocupação em adaptar-se em modelos impostos pelo meio digital. Desse modo, é essencial que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, juntamente com o Ministério da Educação, promova palestras e lives educativas, por meio redes sociais, como Instagram e facebook, com o intuito de promover maiores discussões acerca da “quebra” do padrão estético formado na internet. Assim, os malefícios à saúde mental por conta da manipulação da imagem nas redes sociais, poderão ser abrandados.