A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 26/10/2020
Conforme o período do Segundo Reinado, Dom Pedro II, contratava pintores para realizarem retratos positivos de sua imagem física, a fim de contrariar as opiniões de seus opositores. Para além, com o passar dos anos, a fotografia aliada aos programas digitais, como Photoshop, intensificara a busca dos cidadãos ao perfeccionismo. Entretanto, hodiernamente, no mundo virtual, essa prática contribui com a não aceitação da forma do corpo e rosto natural, além de ter a criação do estereótipo padrão seguido mundialmente cada vez mais.
Antes de mais nada, o filme “O extraordinário”, retrata um garoto que não aceita sua aparência, devido às críticas das pessoas que o cercam, por esse motivo, ele usa um capacete para se esconder. Analogamente, fora da ficção, influenciadores digitais persistem em criar filtros para “corrigirem” os variados modelos da miscigenação brasileira. Por conseguinte, a influenciadora Patrícia Ramos lançara, em 2020, um desafio com o nome “#semfiltro #semmake”, com o objetivo de empoderar as mulheres a postarem, em sua própria rede social, seus traços naturais para quebrar a manipulação estética presente nas mídias. Sendo assim, é nítido a ascendência da autoestima para promover a aceitação de muitas pessoas sobre si mesmas.
Outrossim, cantoras, como Beyoncé e Colbie Caillat, compuseram músicas à favor da beleza natural. Sob esse prisma, “Pretty Hurts” cita que: “É a alma que precisa de cirurgia”, com ênfase ao deterioramento da saúde mental que precisa ser cuidada. Ademais, como exemplo, Andressa Urach disse, ao Programa da Luciana Gimenez, que removeria o dedo do pé para calçar sapatos finos ao tentar se encaixar nos padrões. Logo, é nítido que há interferência no bem-estar mental, por isso as raízes perante os padrões devem ser arrancadas.
Em suma, portanto, deve-se solucionar os impasses apresentados. Para isso, o Ministério das Comunicações, em parceria com as redes sociais, deve criar regulamentos aos influenciadores sobre os riscos que fomentam ao favorecer um padrão em detrimento das outras formas estéticas de cada cidadão, por meio de atualização dos termos de uso em cada rede social, com o intuito de amenizar o modelo estereotipado e, consequentemente, as doenças mentais, para, assim, cortar, gradativamente, os paradigmas iniciados por Dom Pedro II.