A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 21/10/2020
A partir do advento e popularização da internet as pessoas passaram a utiliza-la cotidianamente, principalmente por meio das redes sociais. Nesse sentido, a cultura da manipulação de imagem presente nesses canais traz a necessidade da discussão sobre os possíveis malefícios à saúde mental dos usuários. Sendo assim, pode-se observar dois fatores: os recursos fornecidos pelas empresas e a busca por padrões inalcançáveis.
Em primeiro lugar, as próprias empresas instrumentalizam tal cultura. Nesse contexto, pode-se citar o estudo realizado pela Instituição de Saúde do Reino Unido, o qual demonstrou que os sites Instagram e Snapchat são os mais prejudiciais a saúde mental. Desse modo, é possível inferir esse resultado como consequência da grande variedade de recursos para edição de foto presente em ambos os sites, pois tais instrumentos influenciam uma exibição irreal dos fatos e infelizmente coloca a manipulação da imagem como algo natural no ambiente virtual.
Em segundo lugar, as redes sociais retratam a padronização excessiva que está inserida socialmente. Nesse viés, o conceito de Industria Cultural, criado na Escola de Frankfurt, reflete sobre a massificação do modo de agir e de vestir presente nos dias atuais. Com efeito, os indivíduos ali inseridos, buscam sempre estar “a altura” e é a partir disso que pode-se iniciar a busca excessiva por padrões inatingíveis, o que naturalmente leva a frustação e afeta a autoestima e saúde mental dos internautas.
Destarte, medidas são necessárias, por isso cabe ao Ministério da Saúde criar o projeto “virtual não é real”, o qual, por meio de campanhas de anúncios no Instagram e no Snapchat, deve alertar sobre a infidelidade das exibições e conscientizar sobre a nocividade da utilização exageradas dos recursos de manipulação de imagem. Com isso, os internautas ficarão cientes que os padrões ali exibidos são superficiais e portanto, inviáveis. Por fim, essa ação a longo prazo preservará a saúde mental dos usuários e tornará menos nociva a utilização da internet no cotidiano.