A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 10/12/2020

Sabe-se que, na obra “Utopia”, o filósofo Thomas Morus propõe uma sociedade ideal e perfeita. Nela, pontua-se a ausência de conflitos e adversidades, o que vem inspirando as civilizações ocidentais. No entanto, a sociedade contemporânea tem se afastado desse lugar utópico devido à manipulação de imagem nas redes sociais. Logo, é necessário analisar os aspectos dessa questão e os malefícios à saúde mental, além de buscar caminhos a fim de minimizá-la.

Diante desse cenário, vale ressaltar, inicialmente, que a Constituição Federal, em seu artigo sexto, garante aos nativos direitos sociais, como a saúde. Entretanto, o que se observa, pois, na contemporaneidade, é a inoperância dessa garantia constitucional, haja vista ao insatisfatório investimento governamental no tratamento e na prevenção dos males mentais, situação a qual contribui para o aumento considerável do número de pessoas com doenças mentais, tal como depressão, ansiedade, fobias. Isso pode ser comprovado com pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, em que no mínimo 5 milhões de brasileiros sofrem com transtornos mentais graves e persistentes. Desse modo, é evidente a importância de medidas as quais garantam a efetivação do direito constitucional.

Ademais, é mister salientar que, conforme o escritor brasileiro Paulo Coelho, tudo o que é feito no presente afeta o futuro por consequência. Prova disso, são os efeitos provocados pela manipulação de imagem nas redes sociais, já que as atuais ferramentas de comunicação se transformaram em um potente canal de vendas, assim, as pessoas passam a mostrar uma vida distante da realidade, sempre com uma vida perfeita, sem dificuldades, conjuntura essa a qual não ocorre na realidade o que desencadeia uma frustração dos tupiniquins. Essas desilusões acarretam diversos problemas mentais nas pessoas as quais acompanham esses meios sociais, como depressão por acreditarem que suas vidas são sempre ruins. A título de exemplo, tem-se o documentário “O dilema das redes” em que mostra o excesso da manipulação das redes sociais e as consequências na vida da sociedade. Tal contexto, demonstra, por conseguinte, um quadro social caótico o qual precisa ser combatido.

Dessa maneira, medidas exequíveis são necessárias para alterar o cenário brasileiro. Para isso, o Ministério da Saúde, órgão o qual responsável por formular e avaliar a política nacional de saúde, deve aumentar  os investimentos no tratamento e prevenção de doenças mentais, por meio da arrecadação de impostos, como IPRF, além de criar campanhas as quais instruam a sociedade a não basear a vida no que se vê nas redes sociais, sendo circuladas por intermédio de panfletos,  redes sociais, já que assim alcançará um maior público, a fim de atenuar as consequências do mal uso dessa ferramenta. Com isso, será possível aproximar a sociedade contemporânea ao lugar utópico proposto por Morus.