A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 22/10/2020
Com o crescente uso das redes sociais, criou-se a cultura de buscar a aprovação do seu círculo social nesses meios. Para isso, um dos métodos utilizados para obter tal aprovação é a edição das imagens postadas para mostrar algo que muitas vezes não condiz com a realidade. Desse modo, é importante entender o que motiva as pessoas a manipularem essas imagens e o mal que isso pode causar para a saúde mental.
De acordo com o escritor Zygmunt Bauman “as redes sociais são úteis mas são uma armadilha”. Em primeiro lugar, é importante entender as motivações das edições nas imagens publicadas nas redes sociais como Facebook, Instagram e Snapchat. Cada vez mais o número de curtidas, comentários e compartilhamentos infla o ego dos usuários, causando uma falsa sensação de prazer e de que a imagem editada, distorcida, condiz com a realidade do usuário. Muitas vezes, as edições buscam corrigir os defeitos físicos que incomodam os usuários durante boa parte de sua vida, e, no momento em que o usuário recebe a aprovação dos seu seguidores, amigos na rede social, ele cai na armadilha da aprovação, sentindo-se satisfeito com uma realidade que não existe.
Desse modo, o usuário satisfeito com a autoimagem criada pelas edições das imagens nas redes sociais se decepciona ao se deparar com a realidade. Em estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o número de homens que buscam uma cirurgia estética quadruplicou nos últimos 3 anos. Assim, pode-se notar a relação entre o crescente uso das redes sociais e a busca pela imagem desejada pelo usuário. Porém, nem sempre o usuário alcança a imagem desejada, que foi criada na rede social, e acaba frustrado. Portanto, a pessoa prejudica sua saúde mental ao criar uma imagem nas redes sociais e se frustrar ao buscar tal imagem na sua realidade.
É necessário, portanto, que as principais redes sociais como Facebook, Instagram e Snapchat, não só proíbam a criação de ideais inatingíveis, mas também incentivem o amor ao próprio ser como ele é. Devem criar campanhas incentivando as pessoas a publicarem fotos naturais, sem distorções, e mostrar que o ideal criado na mente delas não trará felicidade.