A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 28/10/2020

A comunidade digital, costuma se empenhar e passar horas tendo o interesse em como a publicação irá se resultar, sendo na edição da foto, a usar filtros de beleza para ‘melhorar’ a aparência. Com isso, a expectativa do publicador é de conseguir um bom engajamento na publicação com bons números de curtidas e comentários. No entanto, quanto essa esperança e necessidade por curtidas em uma foto, muita das vezes totalmente diferente da vida real, prejudica a saúde mental?

A popularização dos filtros do Instagram e Snapchat trouxe consigo o reforço de padrões de beleza que já são impostos na sociedade, um nariz mais fino, uma boca maior, a maçã do rosto marcada. O que era pra ter a função de ’embelezar’ acaba prejudicando a autoestima dos usuários, fazendo com que se comparem com o que vê na tela e se menospreze.

Além disso, muitas celebridades fazem uso de edições nas suas postagem, como afinar a cintura ou diminuir a barriga (sem contar que muitos famosos possuem cirurgias plásticas, acompanhamento profissional e gastam muito dinheiro para terem o corpo e rosto ‘perfeitos’). Uma pessoa que tem o corpo e rosto sem modificações e fora do que a mídia põe como belo, vê essas fotos editadas, acha que a realidade é e deve ser assim e fica mal com a sua aparência.

As redes sociais, desse modo, devem proibir filtros que modifiquem o rosto na intenção de embelecer, e a mídia deve realizar postagens que promovam a beleza de todas as formas e tamanhos. Afinal, todo corpo é válido e não precisa se encaixar no que é imposto para se sentir bem.