A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 26/10/2020

É notório que as redes sociais se tornaram plataformas tóxicas para a saúde mental da sociedade. Em uma de suas obras mais notáveis, o poeta Carlos Drummond de Andrade citou “No meio do caminho tinha uma pedra”. Analogamente, a saúde mental da sociedade também possui uma pedra no meio do caminho para a saúde mental, o padrão de beleza imposto pela sociedade está sendo evidenciado ainda mais através de filtros na rede social Instagram. Além de prejudicar a saúde mental e a autoestima dos usuários da plataforma, também trás uma problemática crescente, a utilização de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos para tentar se encaixar no padrão imposto pelos filtros da rede social.

Inegavelmente as plataformas digitais são maléficas para a saúde mental, visto que, a inclusão dos filtros e efeitos que modificam a aparência do rosto o deixando mais harmonioso segundo a sociedade,  bem como filtros que possuem efeitos de rinoplastia, preenchimento labial e procedimentos como harmonização facial, afirma que o padrão imposto pela sociedade realmente existe e quem não é incluso nesse padrão de perfeição inalcançável se sente inferior esteticamente, não apenas, mas também tornando a autoestima, algo que é essencial para a saúde mental segundo a psicóloga Tânia Aosani, uma utopia.

Em consequência disso, o Brasil é o país que possui o maior número de cirurgias plásticas estéticas do mundo segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, tal dado é uma problemática pois pessoas se colocam em risco de complicações pós-operatórias, como trombose, infecção ou rompimento dos pontos, devido a necessidade de ficar cada vez mais esteticamente parecida com as imagens irreais que veem de si mesmo os filtros por eles modificarem a estética do rosto. Vale destacar, que a prática de cirurgias e procedimentos com fins estéticos são um indicativo de não auto aceitação,  por conseguinte indica que a população brasileira é uma das que menos possui autoestima.

Fica claro, portanto, que a pedra no caminho da saúde mental, autoestima e auto aceitação é o padrão imposto pela sociedade refletida nas redes sociais, que, por sua vez, criaram filtros para deixar os usuários esteticamente padronizados. Para reverter esse quadro os influenciadores digitais da plataforma deveria iniciar uma campanha sem filtros, para influenciar os seguidores a não usar mais. Além disso, a própria plataforma digital, Instagram, deveria banir definitivamente os filtros que modificam o rosto, a fim de retirar a pedra do caminho da saúde mental e consequentemente diminuir a quantidade de cirurgias plásticas estéticas feitas no Brasil.