A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 23/10/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a manipulação da imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da necessidade dos jovens de permanecerem conectados pelo medo de perder experiências importantes, quanto da dificuldade dos adolescentes de definir a autoidentidade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas psicológica e social, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a manipulação da imagem nas redes sociais deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a necessidade dos jovens de permanecerem conectados pelo medo de perder experiências importantes afeta diretamente no psicológico dos adolescentes, podendo desencadear em doenças como ansiedade e depressão. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a dificuldade dos adolescentes de definir a autoidentidade como promotora do problema. De acordo com o inquérito epidemiológico, publicado na “United Kingdom’s”, o Snapchat e o Instagram, duas plataformas centradas na imagem, são consideradas as mais nocivas. Partindo desse pressuposto, fica evidente que as redes sociais estão diretamente ligadas à qualidade do sono, ao bullying, à imagem corpórea, à depressão e à ansiedade. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a dificuldade dos adolescentes de definir a autoidentidade contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Dessarte, com o intuito de mitigar o empecilho, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio de psicólogos e psiquiatras, será revertido em consultas online para adolescentes, visando ajudá-los a controlar o tempo que passam nas redes sociais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do óbice e a coletividade alcançará a “Utopia” de More.