A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 23/10/2020
Desde o início da raça humana a comparação entre indivíduos está presente, como fica evidente no filme Meninas Malvadas, onde meninas querem equiparar-se a Regina George, personagem dentro dos padrões de beleza, ao invés de serem quem ela realmente são. Atualmente, com a globalização e o crescimento das redes sociais, surgem problemáticas quando os usuários tentam copiar um estilo de vida que nem sempre é verdadeiro. Assim sendo, a auto estima, a saúde mental e o bem-estar dos navegadores é assunto recorrente no século XXI. A internet deve ser um espaço onde vidas reais são mostradas e que todos têm direito de se expressar-se, não causando problemas à saúde mental.
Nesse contexto, há inúmeros perfis nas redes mostrando seu dia a dia, esse que nem sempre é real, afinal muito pouco é mostrado, e aparenta como uma vida perfeita. A título de exemplo tem-se a blogueira Flávia Pavanelli, a qual já passou por inúmeras plásticas, sendo muito magra, e possui um alto padrão de vida. É muito comum, devido a isso, que mulheres comparam-se a essa influenciadora, e isso leve-as a baixa autoestima e problemas de insegurança com si e seu corpo por não alcançar a vida que as famosas mostram. À vista disso, os usuários digitais ao viverem em um mundo cada vez menos preocupado com os problemas humanos, fadado à ilusão, esquecem-se de cuidar de sua própria saúde mental ficando suscetíveis a danos emocionais.
Concomitante, todo ser humano busca ser aceito. É fácil ver isso nas redes sociais: as fotos são sempre maravilhosas. Com isso, a impressão que se tem é de que a vida alheia é sempre melhor que a própria, um desencadeante perigoso de sentimento de inferioridade e outros males. A psicóloga Priscila Gasparini, explica que a nova geração está em constante uso da internet. Muitos jovens não têm a habilidade de falar com pessoas, pois só se relacionam com eletrônicos. “O indivíduo deixa de ter contatos reais: não conversa com amigos pessoalmente”. Diante disso, a única referência desses jovens é as vidas postadas nas redes sociais, levando a frustrações e problemas psicológicos.
Portanto, é necessário tornar as redes sociais um espaço verdadeiro e ajudar os usuários a enxergarem que cada indivíduo tem seu biótipo e estilo de vida. O Ministério da Educação deve criar campanhas para informar e mostrar as pessoas a importância do mundo real. Isso será feito dentro das escolas, pelas psicopedagogas, afim dos alunos levarem os ensinamentos para os familiares. Ademais, a restrição de conteúdos, como filtros que remodelam, para certas faixas etárias, é precisa. As redes sociais devem retirar a entrega desses tópicos para idades como a pré-adolescência, onde o sujeito é mais frágil e está em uma fase de aceitação e descobrimento. Posto isso em prática o ciberespaço tornará um espaço melhor.