A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 23/10/2020
Quem nasceu após 1995, naturalmente não se recorda como era a vida antes da chegada de tanta tecnologia, estar frequentemente conectado através de smartphones ou de outros aparelhos é como ter o mundo sob a palma das mãos. A internet promoveu o mundo das aparências, onde as pessoas necessitam ser percebidas para ganhar status e se sentirem bem consigo mesmas a todo custo.
A grande maioria de plataformas e aplicativos de mídia social foram planejados para prender a atenção dos usuários o máximo de tempo possível. A finalidade dessas ferramentas é, entre outros elementos imperceptíveis, explorar meios como o preconceito e as vulnerabilidades psicológicas típicas da juventude (aceitação da própria imagem); muitos jovens acabam substituindo a vida social pela online com muita espontaneidade. Para eles, isso é algo comum, já que cresceram na era digital e sob influência dos smartphones e de tantos outros dispositivos eletrônicos.
Os jovens mais familiarizados à interação virtual tendem a apresentar maior insegurança em relação à aparência física, especialmente quanto à visão do próprio corpo. Para eles , a constante exibição de imagens perfeitas e que indicam vidas perfeitas, ou rostos com aquela beleza extraordinária, já é o bastante para reduzir a autoestima e levar ao sentimento de inferioridade e desvantagem. A imagem corporal é um problema para muitos jovens, especialmente entre as mulheres na fase da adolescência; estudos mostram que 90% das adolescentes estão desapontadas com seu corpo.
Portanto, é preciso e importante entender os perigos relacionados ao uso excessivo de mídias sociais associadas à prática da manipulação de imagens e, consequentemente em conjunto com a mídia e os ministérios da saúde e educação, estimular estratégias que diminuam os riscos que a tecnologia pode exprimir à saúde mental dos jovens.