A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 24/10/2020

A máxima socrática “conhece-te a ti mesmo” deveria estar presente na vida dos indivíduos como principal azimute (norteador - algo que te guia). Entretanto, com a ampliação e diversificação dos filtros das redes sociais, muitos jovens mascaram e negam a própria essência, distanciando-se do autoconhecimento. Dessa forma, faz-se necessário discutir acerca dos malefícios à saúde mental provocados pela manipulação de imagens na internet. Sendo assim, os jovens precisam parar com esse vício em filtros e aceitar como são, para não desenvolver nenhum risco a saúde mental.

Primeiramente, no limiar do século XXI, muitos jovens tendem a agir segundo o conceito de Menoridade, do filósofo Kant, em que as decisões pessoais são tomadas pelo intelecto e influência de outros. Partindo desse pressuposto, principalmente os adolescentes são os mais afetados por sofrerem muita influência dos produtores de conteúdo que tem o “corpo perfeito” ou as roupas mais estilosas, aumenta ainda mais a vontade dos jovens de fazer cirurgias plásticas para se aproximar mais ao padrão imposto pela sociedade. Além disso, a busca por muitas curtidas e comentários aumenta a cada dia. O público juvenil é desesperado por likes em suas fotos já que, uma curtida na rede social libera os mesmos neurotransmissores - para alguém viciado em internet - que são liberados no uso de drogas, segundo a psiquiatra Ana Paula Carvalho. Desse modo, é necessário que os jovens se conscientizem para não se viciarem e não mudar seu jeito de ser.

Nessa perspectiva, o documentário “O Dilema das Redes” retrata os perigos por trás das redes sociais, principalmente no que se refere à influência dessas plataformas sobre o comportamento dos jovens. Dito isso, é notório que a juventude tem desenvolvido ansiedade, fobias, angústia por causa das mídias sociais, principalmente por causa dos filtros, graças a eles as pessoas tem medo de mostrar o rosto para as câmeras sem edição ou maquiagem. Sob esse prisma, os jovens podem desenvolver depressão em função da frustração de não se adequar aos padrões que a sociedade impõe. Ademais, os filtros transformaram a forma com que as pessoas se enxergam, refletindo sua insegurança e insatisfação com a própria imagem. Posto isso, é importante que as redes sociais retirem os filtros para que as pessoas não desenvolvam mais tantos problemas psicológicos.

Depreende-se, portanto, que, com a ampliação e diversificação dos filtros das redes sociais, muitos jovens mascaram e negam a própria essência, distanciando-se do autoconhecimento. Dessa forma faz-se imperioso que o Ministério da Saúde promova seminários por meio de palestras online para crianças e adolescentes sobre o perigo das manipulações das redes sociais e como evitá-las com o intuito de proteger a população de possíveis problemas mentais.