A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 27/10/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, aborda que a sociedade brasileira tem críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam a nação. Nesse contexto, percebem-se aspectos semelhantes na questão da manipulação de imagem nas redes sociais. Desse modo, torna-se evidente como consequência o uso exagerado das plataformas online e a necessidade do engajamento aos padrões de beleza.

Em primeiro plano, vale ressaltar que as redes sociais são uma grande influência na vida de diversas pessoas. Além disso, muitos jovens apresentam problemáticas em relação a aparência física. Com isso, várias plataformas fixam a ideia de perfeição através da disponibilidade de filtros de beleza para que os usuários fiquem satisfeitos e cada vez mais próximos aos padrões.

Outro ponto relevante, nessa temática, é que o impacto pela busca da perfeição é tão grande, que as pessoas chegam a procurar cirurgias plásticas para tentar alcançar o modelo de beleza exigido pela sociedade. Nesse contexto, um estudo realizado em 2019 pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (ISAPS), aponta que o Brasil registrou mais de 1 milhão de cirurgias plásticas, se tornando o país que mais realiza procedimentos estéticos no mundo. A vista disso, a busca por este aperfeiçoamento deve-se para algumas pessoas com objetivo de se sentir mais confortável com a própria aparência e não ter inseguranças ao postar algo.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar este cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da educação deve implantar projetos que estimulem a auto aceitação e valorização da autoestima. Outrossim, o MEC juntamente com o Ministério da cultura, deve proporcionar palestras para que possa proporcionar às pessoas uma maior lucidez e entendimento sobre a manipulação de imagem nas redes sociais e obter um maior público. Talvez, assim, seja possível que essa problemática seja resolvida.