A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 26/10/2020

O filme “Modo Avião” produzido pela empresa Netflix, retrata a história de Ana, uma jovem digital influencer que vive em função da internet. Apesar de ser uma ficção, a trama revela um desafio atual: a influência do aumento de uso de redes sociais na sociedade. Dessa forma, com indivíduos acessando cada vez mais, a ideia de de perfeição tem sido extremamente difundida, através de filtros ou efeitos que mudam a aparência, disponibilizados nesses meios de comunicação. Assim, tendo em vista que, a problemática é umas das causas de distúrbios psicológicos, fica claro quão essencial é discutir tal tema.

Em primeiro lugar, convém ressaltar que, a idealização do belo está enraizada na população desde a Grécia Antiga, período em que os cidadãos buscavam uma “perfeição dos deuses”. Entretanto, mesmo com os avanços ocorridos, o conceito de existência impecável continua sendo publicado na internet. Logo, tudo que é exibido nesses locais, principalmente no que se refere à imagem, é considerado um “conto de fadas”. Por conseguinte, pessoas têm se empenhado em alcançar o mesmo estilo de vida, o que na maioria dos casos é impossível, já que não existe um mundo sem falhas. Portanto, sentem-se frustrados e descontentes consigo mesmos, o que resulta em uma série de transtornos mentais.

Ademais, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, 41% dos jovens dizem se sentir tristes, depressivos, ou ansiosos em contato com as redes sociais. Isso porque, encontram nos aplicativos um padrão de beleza magistral que é visto como inalcançável. Destarte, ao se depararem com a realidade tendem a desenvolver inseguranças em relação a fisionomia, sentimento esse que reduz a autoestima e aumenta a sensação de inferioridade.

Dessarte, medidas são necessárias, com intuito de mitigar o impasse. Para tanto, urge que o Ministério da  Saúde desenvolva palestras públicas, voltadas para influencers, que mostrem a importância de expor a vida como ela é, a fim de haja uma desconstrução da ideia de perfeição e as pessoas passem a valorizar o que é real. Paralelamente a isso, a mídia pode promover campanhas e propagandas que enalteçam as diferenças, com o propósito de minimizar casos de depressão por autoestima baixa. Dessa maneira, será possível construir uma sociedade que se aceita independentemente do que é externado nas redes.