A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 26/10/2020

Com o surgimento da internet e posteriormente das redes sociais a sociedade moldou um padrão social que força a população se inserir no âmbito social digital. Não é exagero dizer que hoje as pessoas vivem duas vidas, uma no meio virtual e outra no espaço físico, e isso não têm nenhum problema, entretanto a publicação de imagens manipuladas por filtros de embelezamento, muita das vezes realizada por pessoas influentes nas redes sociais, causam sentimentos de inferioridade em outras pessoas que visualizam tais publicações, justamente por se sentirem menos atraentes e populares que o outro indivíduo.

Primeiramente, observa-se que, com o avanço da tecnologia e produtos capitalistas, as pessoas estão cada vez mais superficiais e materialistas, se importam mais com sua aparência e popularidade apresentada nas redes sociais do que com as coisas mais relevantes na vida. Esse hábito pode se mostrar inofensivo no inicio, mas com o passar do tempo a pessoa pode apresentar comportamentos depressivos, um exemplo disso é o fenômeno da internet brasileira, Whindersson Nunes, que, apesar de todo o reconhecimento e popularidade na internet, passou por um momento de solidão e depressão muito forte e hoje procura dar a devida importância para o que realmente importa na vida real e incentiva as pessoas a fazerem o mesmo.

Além disso, a publicação de imagens com o uso de filtros de embelezamento tem se tornado cada vez mais constante nas redes sociais, justamente por ser uma maneira de chamar a atenção na internet e se popularizar, mostrando o quanto a pessoa é bela e que está encaixada no padrão de beleza social. Essas imagens chegam para milhares de pessoas todos os dias que olham esses indivíduos famosos nas redes sociais e se sentem inferiores, desse modo, desenvolvem problemas de saúde mental como por exemplo a depressão.

É imprescindível que, diante dos argumentos apresentados, a Organização Mundial da Saúde desenvolva palestras que contenham orientações sobre a superficialidade das redes sociais e mostre para as pessoas que o mundo real é o que realmente importa. Essas palestras devem conter relatos de pessoas como o Whindersson Nunes que, atualmente, consegue conciliar os dois mundos da maneira correta, sem se deixar levar pelas coisas supérfluas mostradas na internet. Desse modo, o mundo caminhará para um lugar com mais interações pessoas reais e menos casos de transtornos mentais.