A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 27/10/2020

No filme “O mínimo para viver” da Netflix, é retratado como a rotina de uma pessoa que convive com distúrbios de imagem e a gravidade deste problema. De maneira semelhante, no Brasil, os problemas com a autoestima aumenta a procura por intervenções plásticas, que atualmente tem sido influenciadas pelos filtros de imagem das redes sociais, que manipulam a aparência. Consequentemente, prejudica a saúde mental e o bem-estar das pessoas afetando a relação com sua própria imagem.

A priori, cabe destacar que a imagem manipulada abala a autoestima dos usuários, o que potencializa as chances de desenvolvimento de doenças de distorção de imagem, pois a aceitação da realidade torna-se difícil e impulsiona a busca incansável da perfeição exibida nas redes. Como sequela,  leva a decepções devido à dificuldade para conseguir o sonhado objetivo.

Além disso, de acordo com pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil é o país no mundo que mais realiza cirurgias plásticas, essas que são majoritariamente realizadas por estética, o que pode ser relacionado aos filtros, uma vez que as cirurgias podem ser feitas para alcançar o visual obtido por eles. Isso posto, fica claro como a beleza importa para os brasileiros, que optam inclusive por cirurgias, e mostra como a manipulação de imagem e a insatisfação estimula a tomada de atitudes drásticas dos internautas.

Portanto, é necessário que o Governo Federal intervinha para solucionar a problemática. Para isso, cabe que seja criado um projeto de por meio de parceria com as maiores redes sociais — (Facebook, Snapchat, Instagram) — que possibilite monitorar e aprovar por uma equipe técnica e profissionais da psicologia quais filtros podem ser um considerados um risco e emitir um aviso antes da utilização, afim de evitar os avanços dos malefícios da manipulação de imagem e preservar a saúde mental dos usuários brasileiros.