A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 29/10/2020
Manipulação, ato de persuadir indivíduos através de informações sem fundamentos ou – principalmente – por apelo a imagem da extrema felicidade. Esse conceito pode-se aplicar aos padrões perfeccionistas incitam na unificação social, ou seja, uma forma de criar submissos alienados à uma aprovação utópica.
As redes sociais vislumbram perfis estereotipados junto a falsa autenticidade por trás das telas, logo proporcionando o mundo das aparências para que as pessoas sintam-se bem ou ganhar status. E o impacto dessas mídias na vida de jovens adolescentes é um abalo na autoestima, desencadeando então, uma polarização da ansiedade e depressão.
A maioria das plataformas e aplicativos de mídia social foram projetados para prender a atenção dos usuários o máximo de tempo possível. O objetivo dessas ferramentas é, entre outras coisas imperceptíveis, explorar elementos como o preconceito e as vulnerabilidades psicológicas típicas da juventude (aceitação da própria imagem).
Os jovens mais habituados à interação virtual tendem a desenvolver maior insegurança em relação à aparência física, principalmente quanto à visão do próprio corpo. Essa questão torna-se ainda mais complexa devido à associação com distúrbios alimentares. A baixa autoestima e os sentimentos negativos contribuem para o surgimento de alguns distúrbios como a bulimia, condição que pode resultar em graves danos ao organismo.
Todavia, faz-se necessário que o Ministério da Educação estimule, por meio de projetos, a valorização da autoestima e desapego de padrões meticulosos. E a mídia, como principal influenciadora, deve promover artistas, que fogem desse paradigma, para estimular a auto aceitação e valorização da própria imagem.