A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 30/10/2020

Na produção “Utopia”, do escritor Thomas More,é denotado uma sociedade primorosa,no qual o status quo padroniza-se pela inexistência de conflitos e problemas. Contudo, a questão da manipulação de imagem nas redes sociais constata-se na realidade contemporânea o oposto que o autor narra,uma vez que, na mídia social as exposições perfeccionistas aliadas com a rigidez dos padrões estéticos,sintetizam efeitos nocivos a saúde mental devido a rótulos exibidos em propagandas com versões algoritmicamente centrado em modelar ou criar uma identidade corporal aceitável.Por esse ângulo,torna-se fundamental analisar as raízes e frutos dessa problemática.

Deve-se pontuar,de início, que os arquétipos ditos como perfeitos ou os que devem ser seguidos,estabeleceu mudanças referentes à autoimagem,que desencadeou novos protótipos com a chegada dos famosos filtros do instagram influenciando o conceito de beleza,distorcendo biótipos distintos e dando início a um novo ciclo de opressão.Segundo Francis Bacon," Um quadro não exprime a maior parte da beleza". Partindo dessa lógica,estruturalmente as conversões no cenário digital aumentou o número de casos de transtorno dismórfico corporal (TDC), distúrbios alimentares( bulimia e anorexia), procedimentos cirúrgicos,em busca da validação de sua imagem e pela luta incansável para esculpir o corpo perfeito.Desse modo,é crucial a remodelação dessa postura.

Segundo o filósofo Ramón de Campoamor, " A beleza está nos olhos de quem a vê". No entanto, com a padronização estética imposta por meio da indústria cultural, o senso individual de crítica pode ser prejudicado, o que leva o civil a enxergar conforme o senso comum, ainda que de modo inconsciente, acarretando assim, a insuficiente representatividade de protestar contra o padrão ideal ,vindo a fomentar as vendas do mercado de modificação corporal.Logo, a aceitação é um conceito pulcro,mas não combate os julgamentos.

Portanto, medida factíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Por conseguinte,com intuito de mitigar o culto à aparência ,necessita imediatamente que o Tribunal de Contas da União direcione  capital que, por intermédio do Ministério da Saúde será  revertido em palestras ministrados por cirurgiãs plásticos e psicólogos alertando sobre os limites estéticos e os riscos dos procedimentos .Assim como,o poder midiático deve enfatizar propagandas que enaltecem e dignifica a coexistência aos diversos modelos físicos da beleza no sentido de desconstruir os paradigmas idealizados . Por fim,é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para as diferenças,pois,como constatou Hannah Arendt " A pluralidade é a lei a terra".