A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 28/10/2020

De acordo com Steve Jobs, inventor e empresário no setor da informática, “a tecnologia move o mundo”. Analogamente, é coerente dizer que essa ciência está presente na vida da maior parte da população mundial e que as pessoas se tornaram dependentes a ela. Nesse contexto, as redes sociais se tornaram imprescindíveis para os jovens e, por conseguinte, ocasionam submissão a elas, além de serem responsáveis pelo desenvolvimento de questões relacionadas a saúde mental, como a depressão.

Em primeira análise, é importante discorrer sobre os efeitos que as redes sociais têm sobre à saúde mental dos jovens. Nesse viés, o tempo conectado à internet pode ocasionar a depressão, transtornos alimentares e até suicídio, segundo estudos publicados pelo site Catracalivre. Dessa forma, ocorre o fenômeno psicológico da nomofobia, que é uma fobia originada a partir de uma dependência excessiva da tecnologia e de um uso exacerbado dela, e é isso que desencadeia um maior período conectado e suas consequências mentais aos usuários.

Concomitantemente, vale ressaltar que a dependência às redes sociais implica em uma submissão a ela. Para ilustrar, Guy Debord defende em sua obra “Sociedade do Espetáculo" que as relações sociais, nos dias atuais, são mediadas por imagens, ou seja, o indivíduo se preocupa em espelhar sua vida, por meio de fotos e vídeos, nas redes sociais. Nesse sentido, é um vício passar tanto tempo na internet e divulgar a vida que aparenta ser perfeita, e, consequentemente, os jovens desenvolvem uma obsessão em relação a essa navegação e ficam ainda mais sujeitos à problemas na saúde mental.

Infere-se, portanto, que as implicações das redes sociais na saúde mental dos jovens é uma problemática que deve ser atenuada. Para tanto, é dever do Estado educar a população, principalmente os jovens, para o uso correto e saudável das redes. Isso seria efetivado pela promoção de campanhas e palestras educativas, pelo Ministério da Saúde, em parceria com as mídias televisas e virtuais, a fim de orientar sobre as graves consequências mentais aos usuários caso eles não regulem o período navegando na internet. Assim, será possível combater os efeitos que as redes proporcionam aos cidadãos.