A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 28/10/2020
Os veículos de comunicação oprimem e controlam o corpo e a aparência das pessoas desde o seu surgimento, criando padrões de beleza totalmente inalcançáveis, escravizando, sobretudo mulheres, desde o início de suas vidas. Nesse sentido, os filtros – mecanismos capazes de modificar gravemente a aparência dos usuários – se popularizaram, principalmente por causa da manutenção desses critérios estéticos. Fundamentando, assim, diversos casos de transtornos psicossociais relacionados ao sentimento de inadequação.
Nesse aspecto, segundo a teoria do viés de grupo, proveniente da psicologia social, os indivíduos tendem a copiar o comportamento das pessoas que admiram e do grupo do qual fazem parte, visando uma maior aceitação social. Dessa forma, a manipulação da imagem nas redes sociais funciona como uma preocupante forma de se sentir incluído e integrado a uma norma de aparência – que, facialmente, consiste em lábios definidos, nariz pequeno, olhos grandes e pele perfeita – praticamente inatingível.
Consequentemente, conforme a psicóloga e professora da Universidade de São Paulo, Cecília Prado, entre os danos comumente causados pela edição excessiva de fotos, destaca-se a ansiedade, que em casos mais extremos pode evoluir para casos de depressão e para transtornos alimentares, relacionados especialmente à perda de peso. Adicionalmente, de acordo com reportagem publicada pela revista Elle, meninas com idade entre 10 e 18 anos se sentem cada vez mais desconfortáveis para apresentarem sua imagem real ao mundo e para estabelecerem interações fora da internet, dado que o apresentado nas mídias sociais é modificado e distante do natural.