A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 29/10/2020
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão da falta de autoaceitação do brasileiro, comprovada pela manipulação de imagem que ocorre no meio digital. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a insuficiência legislativa, bem como a má conduta midiática.
Decerto, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a insuficiência legislativa. Segundo Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de um sociedade. Nessa perspectiva, pode-se observar no Brasil contemporâneo, a falta de políticas afirmativas que deveriam promover debates que elevem o nível de informação -sobre a importância da autoaceitação- da população, para evitar a consolidação do problema.
Ademais, outro ponto relevante sobre essa temática, é a má conduta midiática. Sob essa lógica, o imperativo categórico de Pierre Bourdieu prega que o que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Além disso, no que se refere às consequências, os malefícios à saúde mental gerados pela manipulação de imagem, há uma lacuna no dever moral da mídia quanto a prática de conscientizar a nação de forma realista.
Assim sendo, é notória a dificuldade de formar um país mais ético. A solução dessa problemática passa pela compreensão de que a formação educacional deve ser prioridade do estado. Para isso, visando à solidificação de uma solução, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Cidadania - tendo o Ministério da Educação à frente- deve criar um Programa Nacional que proponha reeducar o corpo social mais jovem, por meio de aulas e palestra que ensinem a apologia ao respeito, para que se crie um sentimento de responsabilidade que garanta a dignidade ao próximo.