A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/11/2020
No filme “Modo Avião’’, Ana é uma influenciadora digital e parceira de uma marca de roupas que recebe todos os tipos de produtos e compartilha com os seus seguidores a sua vida “perfeita”. Na vida além dos filmes, isto não é muito diferente, visto que, atualmente, muitos influenciadores, de um modo geral, partilham os seus delírios, inalcançáveis por muitos, em perfis de redes sociais. No Instagram, na contemporaneidade, o uso de filtros do aplicativo são indispensáveis, já que, alguns deles prometem efeitos plenos onde não há rostos redondos, bocas e bochechas menos rosadas, marcas de acne ou poros. Ademais desses fatores, também restam os procedimentos estéticos, muitas vezes divulgados e compartilhados de uma maneira equivocada, que os normalizem tanto quanto o uso dos filtros.
Imperfeições escondidas, nariz afinados e várias cores de olhos. Os filtros que modificam o visual nas redes sociais estão sendo cada vez mais desfrutados. No Instagram, por exemplo, existem milhares de filtros para serem usados. Não obstante, para alguns é apenas uma diversão postar fotos com efeitos e, para outros, já virou algo mais sério, uma obsessão. De acordo com a psicóloga Sheilla Queiróz, da Clínica Maia, sinaliza que, na maioria dos casos, o emprego dos filtros está relacionado à busca da aceitação que pode estar ligada aos padrões de beleza impostos pela sociedade.
A exigência de preparar a própria imagem faz com que a pessoa creia que deve ter aquele semblante. Baseado nisso, aumenta a procura de procedimentos estéticos, especialmente para indivíduos com transtorno dismórfico corporal. Sobre isso, é um transtorno mental tachado pela aflição obsessiva com o próprio corpo. Assim, quem padece dessa circunstância tem a noção de anomalias imaginárias na aparência, o que faz com que acredite que todos percebam esse defeito. Segundo o estudo da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, SIAPS, em 2018 o Brasil registrou mais de um milhão de cirurgias plásticas, além de 969 mil tratamentos estéticos não cirúrgicos.
Levando em consideração esses aspectos, o dissabor com o próprio visual pode levar ao isolamento social e até mesmo depressão. Sendo assim, para evitar que isso ocorra, é recomendado a ajuda de um psicólogo para tratar, através de terapia. Em casos mais preocupantes, se houver sintomas mais críticos, pode ser recomendado o uso de medicamentos.