A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 30/10/2020
Desde os anos 2000, com a popularização da internet, um fenômeno voltado para a educação e entretenimento ganhou força entre os jovens, as chamadas redes sociais. Hodiernamente, este produto tem se tornado parte do cotidiano de diversos brasileiros, atingindo um público excepcionalmente variável. Todavia, é incontrovertível que todos esses acessos exacerbados, originaram danos contraproducentes a saúde mental dos usuários.
Em primeira análise, desde 2017 aplicativos como o Snapchat e o Instagram, tem ganhado destaque nas mídias. Sendo redes de acesso, voltados para a exploração da imagem pessoal, suas ferramentas que disponibilizam filtros capazes de modificar a forma física, contribuem na crescente busca pela perfeição. Atualmente, o acesso à internet proporcionou uma utopia, da qual as pessoas procuram serem sempre percebidas, para auto satisfação e nem sempre por meio da verdade.
Em segunda análise, com base nos fatos supracitados, é indubitável os danos causados à saúde mental dos usuários, visto que nem sempre seus objetivos serão alcançados. Outrossim, na busca para alcançar os padrões de beleza irreais, muitas pessoas se submetem a cirurgias estéticas. De acordo com pesquisas realizadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos, houve um aumento de 141% nos procedimentos realizados entre jovens de 13 á 18 anos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da educação deve promover palestras em instituições públicas e privadas, com intuito de conscientizar as respeito dos danos causados devido ao uso excessivo dessas mídias e incentivar a substituição por outras atividades, pois como já disse o filósofo Immanuel Kant “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Ademais, as redes de maior acesso devem fazer parcerias com o Ministério da Saúde, para oferecer auxílio para os mais afetados.