A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 29/10/2020
Desde o final do ano de 2016, redes sociais como o Snapchat, por exemplo, permitem manipular imagens acrescentando efeitos de focinhos de cachorro, orelhas felinas, metálicos ou surrealistas e disponibilizam diversos filtros. O Instagram vai tomar a iniciativa de remover filtros dos stories que simulam cirurgias plásticas e outros procedimentos estéticos. A decisão foi anunciada na última sexta-feira, pela Spark AR (plataforma de realidade aumentada responsável pela criação e aprovação dos efeitos na rede social.) A empresa se preocupa com os impactos dos filtros na autoestima dos usuários. O recurso é muito interessante quando pensamos que nos permitiria experimentar diversas versões de nós mesmos, mas ele pode alimentar certas disposições ruins, presentes em todos nós, ainda que mais agudas para alguns, particularmente em certas áreas da vida. Como isso vem afetando a autoestima de muitas pessoas, todos os filtros associados à cirurgia plástica da Galeria de Efeitos do Instagram serão banidos, e a empresa informou que vai adiar a aprovação desses tipos de efeitos. Em prol da saúde mental dos usuários dessas redes sociais. Tais programas de maquiagem digital exploram padrões algoritmicamente determinados de beleza. Não afeta somente a autoestima dos telespectadores, mas sua capacidade, maior parte das pessoas acham que todos são perfeitos menos si mesmos, e se sentem culpados por não possuírem uma realidade extremamente falsa. Filtros como o Plastic chegaram a ser retirados pela rede Instagram por impor uma versão excessivamente plástica, tendente a padrões de beleza por branqueamento ou um nariz extremamente afinado, por exemplo. A remoção de tais filtros não é a primeira medida adotada pela rede para proteger os usuários de conteúdos danosos à autoestima e saúde mental. No início do mês de Setembro, a rede social firmou novas regras para restringir o alcance de posts sobre produtos de emagrecimento ou procedimentos estéticos, totalmente falsos. Telespectadores menores de 18 anos não têm mais acesso a publicações que incentivam a compra ou mostram o preço de produtos como sucos, chás, pirulitos com efeito laxante e outras soluções para emagrecer de forma “mágica” ou “milagrosa”