A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 30/10/2020

Nas últimas semanas um novo tópico polêmico foi levado em consideração por usuários da internet: o ideal de beleza considerado ‘‘perfeito’’ exposto nas mídias sociais. É um fato, quase todos querem postar a foto mais bonita, em seu melhor ângulo e com efeitos utópicos, todavia, quais são as consequências para a sociedade dessa pressão estética causada por padrões de beleza?

Segundo uma reportagem do Fantástico, 52% da população edita suas fotos antes de as postar em alguma rede social, um retoque na pele, uma mudança no corpo ou até mesmo uma alteração na iluminação da fotografia. Além disso, uma pesquisa da BBC afirma que só no Reino Unido, em 2019, mais de meio milhão de procedimentos estéticos envolvendo preenchimentos foram feitos.

Tais dados só confirmam o impacto que a falsa perfeição das redes sociais  tem sobre as pessoas, ver constantemente corpos perfeitos e rostos simétricos reforça padrões que ferem a diversidade e faz com que a sociedade, principalmente mulheres, procurem cada vez mais fazer procedimentos que transformem sua aparência.

Logo, torna-se  necessário medidas para o esclarecimento de que um perfil virtual não condiz com a vida real. Por exemplo, veículos de mídia, em parceria com influenciadores digitais poderiam promover uma série de publicações, em que nelas são mostradas a diferença da vida virtual e real, incentivando outras pessoas a fazer o mesmo para que desta forma a maior quantidade de usuários possíveis possa ter a noção de que a beleza vem em diferentes formas e tamanhos.