A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 09/11/2020
A sociedade atual está baseada em estereótipos criados pela classe alta, os que gozam de privilégios. Esses padrões geralmente abordam beleza, modos de vida, opiniões e são expostos nas redes sociais, onde a maioria dos cidadãos seguem e os botam como meta de vida. Mas por que esses padrões foram criados?
É uma questão de controle, esses padrões são criados para condenar a diversidade, expandir a cultura do ódio à si mesmo e a manipulação de multidões. O público mais afetado são as mulheres que se submetem às fotos e vídeos postados em redes sociais por modelos, as quais se encaixam nos padrões de beleza impostos pela sociedade. Já as que não se encaixam nestes padrões, tentam segui-los, muitas vezes se machucando, fazendo procedimentos estéticos, modificando seu corpo achando que é uma forma de autocuidado. Condenando a variedade de belezas e diversidades de mulheres.
A manipulação de fotos e vídeos na mídia não contribuem com a cultura do autocuidado pois, elas disseminam a modificação de corpos, a clonagem do que seria o corpo perfeito. O autocuidado consiste em aceitar seu corpo, cuidar de si mesmo, não ligar para opiniões e estatísticas alheias.
Em casos extremos há ainda problemas psicológicos causados por esse controle da sociedade, como a depressão ou alucinações do perfeito, inadmissível uma pessoa se submeter, se machucar e se basear em algo superficial, muito relativo como o que ela vê nas redes sociais.
Portanto, essa cultura de manipulação e do controle tem que acabar, pela saúde mental e física das pessoas. O governo e o Estado deveriam fazer algo como a criação de centros de assistência à saúde mental, contratação de psicólogos e terapeutas em casos extremos e o controle das imagens postas nas redes sociais, que pode ser feito por pessoas especializadas em mídias sociais. O modelo do ``corpo perfeito´´ consiste em sua totalidade, de imperfeições.