A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 30/10/2020

Hoje em dia para ser aceito no mundo virtual é preciso estar dentro de um padrão que a sociedade impõe, muita das vezes pessoas forjam a própria imagem, assim como afinar a cintura, mudar algo no rosto e entre outros. Em números a rede social que mais acaba com a saúde mental é o Instagram.

Dados da Pew Research Center de 2018 mostram que jovens adultos são os usuários mais ativos no Instagram: 64% das pessoas entre 18 a 29 anos possuem uma conta. Segundo o pós-doutor em psicologia e professor da Casa do Saber Roberto Fernandes, muitos indivíduos fazem postagens para que o outro confirme sua vivência. No entanto, ele revela que esse fenômeno não surgiu com as redes sociais, elas apenas funcionam como meio de ampliar e alimentar o sentimento narcísico das pessoas. O Instagram está muito ligado à necessidade de espelhamento. Não basta viver, você precisa que o outro veja, esclarece o psicólogo.

Além disso alguns jovens acabam substituindo a vida social pela online com muita naturalidade, outros desenvolvem uma baixa autoestima, bulimia, anorexia e etc. Comparações de aparência prejudicam a saúde mental de uma pessoas, tentar chegar a perfeição é uma das coisas que os jovens tentam, embora muita das vezes alguns corpos sejam “modificados” por aplicativos com essa função, a imagem corporal é um problema para muita gente, particularmente entre mulheres na adolescência. Estudos mostram que 90% das jovens estão tristes com seu corpo.

Nesse sentido o ministério da saúde juntamente com psicólogos poderiam organizar palestras motivacionais, implantar projetos que estimulem a valorização da autoestima e a mídia levando as pessoas a valorizar e aceitar a própria imagem sem modificações.