A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/11/2020
O fanatismo exacerbado pelo padrão estético europeu é superestimado, apesar das existentes campanhas midiáticas que valorizam a diversidade cultural. Posto isso, a autoimagem no ciberespaço é articulada num arquétipo que remete ao passado histórico, no qual havia a soberania de uma identidade sobre outra. Por conseguinte, a peripécia promove e mantém o etnocentrismo, que contribui para fazer do ser humano, prisioneiro de seus ideais utópicos, discrepantes do tangível.
Em primeira análise, é relevante destacar que redes sociais como o Instagram, propiciam impactos negativos aos navegantes. Indubitavelmente, uma pesquisa publicada na United Kingdom’s, revelou que a exposição de conteúdos narcisistas nesses microblogs estão relacionados diretamente à casos de bullying, ansiedade e depressão. Diante disso, é notório que a habilidade popular de se fazer atrativo na internet, transforma-se numa pelotica de retardo ao convívio harmônico, tangente ao social e ao individual.
Outrossim, perpetua-se ainda, o sentido de hegemonia de um traço. Nesta perspectiva, similar ato corresponde ao propagado em 1940 na Alemanha, cujo Führer considerava suprema a “raça ariana” esteriotipada. Analogamente, após décadas, esse conceito reproduz-se nas relações humanas. Por isso, embora a sociedade lute contra tal vício, o progresso não foi total, e a população sofre danos internos e externos, na busca incansável pela efígie ideal, ademais às represálias disparadas por um povo induzido a desvalorizar sua autoimagem.
Diante dos fatos analisados, infere-se que a herança trazida das narrativas históricas, aderida à alta do compartilhamento da imagem pessoal nas redes, propõe uma sociedade dotada de problemas piscicológicos, logo, é impossível evoluir em um cenário conturbado. Portanto, para contornar essa adversidade, a Segurança Cibernética deve criar um algoritimo de busca, que detecte publicações que fazem apologia à cânones estéticos, como a cirurgia plástica e o enaltecimento caucasoide, além de banir usuários que partilham de tal. Ademais, contrariando a ideia de hegemonia corpórea, Carlos Drummond de Andrade, importante poeta modernista, disse que “ninguém é igual a ninguém, todo o ser humano é um estranho ímpar”, o que estimula a aceitação natural, que deve ser proposta.