A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 31/10/2020
O romantismo, uma escola literária, que esteve presente na Europa e no Brasil, durante os séculos XVIII e XIX, teve como uma de suas características, uma visão idealizada. Com base nisto, pode-se perceber que atualmente nas redes sociais, como Instagram, existem filtros de embelezamento, com o objetivo de deixar a pele “perfeita”. Isso pode gerar alguns problemas psicológicos e fisiológicos; também nota-se uma visão preconceituosa e eurocêntrica nestes recursos.
De acordo com, Hilaine Yaccoub, consultora e pesquisadora do consumidor, “Muitas pessoas perseguem a sua própria imagem do perfil do Instagram como se fosse uma versão ‘melhorada’ de si mesmas”. Em relação a essa afirmação, percebe-se que muitas pessoas se visualizam nessas imagens editadas, por mecanismos de software e fogem da realidade. Com isso, muitos indivíduos, podem desenvolver transtorno de ansiedade e depressão.
Em relação a estes distúrbios mentais supracitados, acrescenta-se o fato de muitos, por não se identificarem no seu retrato autêntico, realizarem procedimentos estéticos ou cirurgias, que podem comprometer a saúde física. Como exemplo disso, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em 2019 teve um acréscimo de 141% em procedimentos estéticos, realizados por jovens de 13 a 18 anos. Além disso, é notável, que alguns filtros, possuem um olhar discriminatório ou eurocêntrico, pois apresentam aspectos de “embranquecimento” da pele ou afinamento do nariz.
Em suma, as redes sociais trazem mecanismos que podem alterar a cor da pele ou formato do rosto; isto pode modificar o bem-estar psicológico. Portanto, para não haver estas adversidades, a escola (instituição responsável por educar os jovens), deve criar palestras, com psicólogos, para orientar os alunos a não ficarem tristes e angustiados com a imagem real, aceitando-a. Como consequência, espera-se que hajam pessoas sem transtornos mentais.